IA pode estar deixando marcas parecidas demais

Especialista aponta que a automação acelera a produção, mas pode apagar identidade e criatividade na comunicação das empresas.

Nunca foi tão fácil produzir conteúdo com inteligência artificial — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão comum ver marcas falando de um jeito muito parecido. Esse é o alerta do estrategista Felipe Rosa, que chama atenção para um efeito colateral da automação: a uniformização da comunicação no mercado digital.

Segundo ele, a IA é uma aliada importante para organizar informações e acelerar processos. O problema começa quando a tecnologia deixa de apoiar o trabalho criativo e passa a conduzi-lo. Nessa situação, a marca corre o risco de perder personalidade, voz própria e aquilo que a torna reconhecível para o público.

O tema ganha força em um cenário de adoção acelerada da tecnologia. De acordo com a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey, 78% das organizações já utilizam inteligência artificial em pelo menos uma área do negócio. Na prática, isso significa que muitas empresas têm acesso às mesmas ferramentas e, quando fazem perguntas parecidas, tendem a receber respostas também parecidas.

Quando a eficiência apaga a diferença

Felipe Rosa observa que esse movimento aparece nas redes sociais com frequência: empresas de setores completamente diferentes usando as mesmas expressões, os mesmos argumentos e até o mesmo tom de voz. O resultado pode ser um conteúdo correto, mas pouco memorável — e incapaz de transmitir o que faz uma marca ser única.

O alerta é especialmente relevante em um momento em que consumidores esperam experiências personalizadas. Segundo o relatório The State of Personalization 2024, da Twilio Segment, o público valoriza empresas que compreendem suas preferências e se comunicam de forma relevante. Ou seja: não basta produzir mais, é preciso comunicar melhor.

O que continua sendo humano

Para o estrategista, campanhas realmente marcantes nascem da capacidade de compreender pessoas, e não apenas de gerar peças rapidamente. A inteligência artificial pode acelerar etapas, mas sensibilidade, criatividade e estratégia seguem sendo diferenciais humanos.

Na visão dele, o verdadeiro desafio das marcas hoje não é só produzir conteúdo, mas construir identidade. Em um ambiente cada vez mais automatizado, ter uma voz consistente pode ser o que separa uma marca lembrada de mais uma presença genérica nas redes.

Para quem acompanha tendências de comunicação, o recado é direto: a IA pode ser uma ferramenta poderosa, desde que não substitua a decisão criativa. O equilíbrio entre tecnologia e olhar humano parece ser o caminho para campanhas mais relevantes, mais autênticas e, principalmente, mais próximas das pessoas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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