Bienal de Curitiba traz arte sobre IA e tecnocapitalismo
Max de Esteban estreia no Brasil com obras na Sala 9 do MAC Paraná, no MON, em mostra que discute poder, tecnologia e futuro.
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba recebe uma mostra que ajuda a pensar um tema cada vez mais presente no dia a dia: como a tecnologia está mudando as relações de trabalho, consumo e poder. Em “Cartografía Provisória”, o artista espanhol Max de Esteban estreia no Brasil com obras que cruzam arte, economia e inteligência artificial na Sala 9 do MAC Paraná, no Museu Oscar Niemeyer (MON).
Reunindo fotografias, instalações e nove videoinstalações produzidas ao longo da última década, a exposição faz parte da programação da Bienal de Curitiba e propõe uma leitura crítica do chamado tecnocapitalismo — termo que aparece no centro da pesquisa do artista.
Arte para olhar o presente com mais atenção
Max de Esteban investiga estruturas muitas vezes invisíveis, como algoritmos, mercados financeiros, vigilância, concentração de riqueza, evasão fiscal e guerras tecnológicas. A partir dessas camadas, o trabalho também passa por temas como engenharia genética, biopolítica e crise ambiental.
Embora muitas imagens tenham aparência documental, o artista parte da ficção como método de investigação. O resultado são cenas e narrativas que parecem familiares, mas logo revelam fissuras e colocam em dúvida certezas sobre o mundo contemporâneo.
Primeira exposição no Brasil
Nascido em Barcelona, Max de Esteban é doutor em Economia e Negócios, mestre em Engenharia e ex-bolsista da rede Fulbright. Essa formação atravessa a obra e ajuda a explicar a força conceitual do trabalho, que já foi exibido em instituições como Kunstpalast, em Düsseldorf, Jeu de Paume, em Paris, Museum of Fine Arts, em Houston, Deutsches Technikmuseum, em Berlim, Red Brick Art Museum, em Pequim, e MACBA, em Barcelona.
Sobre a estreia no país, o artista afirma: “É a primeira vez que exponho no Brasil e estou muito feliz de estar aqui. A exposição trata das estruturas do capitalismo contemporâneo, de questões como inteligência artificial, desigualdade e economia. São fotografias, instalações e nove vídeos que abordam alguns dos grandes dilemas que enfrentamos para o futuro”.
Uma cartografia do presente
Para a curadoria, assinada por Adriana Almada e pelo curador convidado Ferran Barenblit, a exposição funciona como um mapa em constante construção sobre o nosso tempo. Barenblit destaca, em texto curatorial, “a estética da extinção” que atravessa o trabalho do artista, ligada a processos de desaparecimento, transformação e obsolescência.
Já Adriana Almada resume a proposta como uma cartografia das tecnologias do poder, dos artifícios da política, das variantes do tecnocapitalismo e das profundas desigualdades sociais, sem deixar de lado o lugar da arte, da sensibilidade e dos afetos.
“Cartografía Provisória” fica em cartaz até 15 de novembro de 2026, com visitação na Sala 9 do MAC Paraná, no MON, em Curitiba. A mostra integra a 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



