Perda auditiva também pode afetar atletas e jogadores

Casos de jogadores e treinadores mostram como diagnóstico precoce e tecnologia auditiva ajudam na inclusão e na vida ativa.

A perda auditiva também pode fazer parte da história de atletas e profissionais do futebol — e isso ajuda a quebrar a ideia de que o problema precisa afastar alguém do esporte ou da vida ativa. Em um jogo em que instruções, apitos e alertas fazem diferença em segundos, ouvir com clareza é parte do desempenho e da segurança.

O tema chama atenção não só pelos casos já registrados na Copa do Mundo e no futebol internacional, mas também porque reforça uma mensagem importante: diagnóstico precoce e acompanhamento adequado podem mudar a rotina de quem convive com perda auditiva.

Casos conhecidos no futebol

Entre os nomes citados no material estão Bobby Robson, que atuou pela seleção inglesa nas Copas de 1958 e 1962 e depois se tornou treinador, e convivia com surdez parcial em um dos ouvidos. Também aparecem o ex-goleiro neerlandês Maarten Stekelenburg, com perda auditiva no ouvido direito, e o ex-zagueiro belga Nicolas Lombaerts, que sofreu perda auditiva neurossensorial profunda no ouvido esquerdo em decorrência de um problema de infância.

No Brasil, um dos relatos mais conhecidos é o do volante Allan Marques Loureiro, atualmente no Botafogo. Segundo o material, ele realizou uma cirurgia nos dois ouvidos em 2014/15 para tratar otosclerose, doença que provoca surdez progressiva.

Tecnologia que amplia a participação

A discussão ganha força em um momento em que os recursos auditivos avançaram bastante. Para Gisele Munhoes, Diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, “Hoje existem recursos tecnológicos extremamente avançados que permitem que as pessoas, inclusive atletas de alto rendimento, consigam se comunicar melhor, tenham mais segurança em suas atividades diárias e mantenham um desempenho compatível com suas capacidades”.

Ela também destaca que “o mais importante é entender que a perda auditiva tem tratamento, acompanhamento e soluções. Quando a pessoa recebe o suporte adequado, ela pode continuar estudando, trabalhando, praticando esportes e participando plenamente da vida em sociedade”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,5 bilhão de pessoas vivem com algum grau de perda auditiva no mundo. Apesar do número expressivo, especialistas apontam que o diagnóstico precoce e o uso de soluções tecnológicas podem ajudar a manter uma vida ativa e produtiva.

Os aparelhos atuais contam com recursos para melhorar a compreensão da fala, reduzir ruídos e oferecer mais conforto em ambientes movimentados. Na prática, isso significa mais autonomia para seguir dentro e fora de campo.

Em um esporte que celebra trabalho em equipe, o recado é direto: ouvir de forma diferente não significa participar menos. Com informação e suporte adequado, a inclusão também entra em jogo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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