Viagem na gravidez: 7 cuidados para não interromper o pré-natal
Obstetra orienta sobre planejamento, circulação, hidratação, cinto de segurança e sinais de alerta antes de trajetos longos de carro ou avião.
Com a aproximação de férias e feriados prolongados, muitas gestantes começam a organizar viagens de carro ou avião. A orientação dos especialistas é clara: viajar na gravidez pode ser seguro para a maioria das mulheres, desde que não haja complicações obstétricas e o pré-natal siga em dia.
O ponto de partida, porém, é sempre o mesmo: conversar com o obstetra antes de pegar a estrada ou embarcar. Em viagens longas, a avaliação precisa considerar idade gestacional, exames recentes, sintomas, histórico da paciente e fatores de risco como hipertensão, diabetes gestacional, sangramentos, contrações, risco de parto prematuro ou gestação gemelar.
O que muda nas viagens longas
Segundo a obstetra Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana, a gestação costuma ser mais confortável no segundo trimestre, quando náuseas e sonolência tendem a diminuir e a barriga ainda não está tão volumosa. Ainda assim, o melhor momento para viajar depende da avaliação individual e da estrutura disponível no destino.
Outro cuidado importante é evitar ficar muitas horas sentada na mesma posição. Em trajetos de carro, a recomendação é fazer paradas a cada duas horas, caminhar por alguns minutos, alongar as pernas e movimentar os pés durante o percurso. Em viagens de avião, vale levantar sempre que possível, caminhar pelo corredor e fazer movimentos circulares com os tornozelos.
Circulação, hidratação e segurança
A gravidez já aumenta a predisposição a alterações circulatórias, e a imobilidade prolongada pode elevar o risco de trombose venosa profunda. Por isso, medidas simples fazem diferença: beber água com frequência, usar roupas confortáveis, manter lanches leves por perto e não passar longos períodos em jejum.
Quando indicado pelo médico, a meia elástica de compressão pode ajudar a reduzir edema e desconforto nas pernas. Em casos específicos e de alto risco, o uso de anticoagulantes profiláticos pode ser considerado no acompanhamento médico.
O cinto de segurança também deve ser usado o tempo todo. No carro, a faixa inferior deve ficar abaixo da barriga, sobre os quadris, e a faixa diagonal deve passar entre as mamas e lateralmente ao abdômen. No avião, o cinto deve permanecer afivelado sempre que a gestante estiver sentada, já que turbulências podem acontecer de forma inesperada.
Quando não ignorar os sinais do corpo
Antes de viajar, também é importante checar as regras da companhia aérea. Segundo o material, o embarque costuma ser negado a partir da 36ª semana ou da 32ª semana em gestações múltiplas; entre a 30ª e a 35ª semanas, pode ser exigido atestado médico e formulário de responsabilidade.
A mala deve incluir documentos, carteira do pré-natal, exames recentes, cartão do convênio, lista de medicamentos e contatos da equipe médica. Em destinos mais distantes, vale mapear antes hospitais e maternidades disponíveis na região.
Sangramento vaginal, perda de líquido, dor abdominal forte, contrações regulares, dor de cabeça intensa, alterações visuais, falta de ar, dor ou inchaço importante em uma das pernas e redução dos movimentos do bebê pedem atendimento urgente. O recado final é simples: viagem não pode significar atraso no cuidado. O pré-natal continua sendo prioridade para proteger mãe e bebê.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



