Atleta de fim de semana: riscos e cuidados ao voltar

Ortopedista alerta para lesões, dores e cuidados cardiovasculares ao retomar exercícios depois dos 50 anos.

Grandes eventos esportivos costumam inspirar muita gente a sair do sedentarismo, mas o impulso de voltar a se exercitar sem preparo pode trazer mais risco do que benefício. O alerta vale especialmente para quem se encaixa no perfil do chamado “atleta de fim de semana”: pessoas que passam a semana quase sem atividade física e concentram esforços em caminhadas, corridas, pedaladas ou jogos mais intensos nos dias de folga.

Voltar a se mexer é ótimo, mas precisa de progressão

Segundo o ortopedista Diogo Leal, da MedSênior, o corpo precisa de adaptação gradual. Quando alguém fica longos períodos sem se exercitar e tenta compensar isso com treinos intensos de uma vez, aumentam as chances de lesões e outras complicações.

“O organismo precisa de adaptação gradual. Quando alguém passa longos períodos sem se exercitar e tenta compensar isso com atividades intensas, o risco de lesões e complicações aumenta consideravelmente. A prática regular e progressiva é muito mais segura e eficiente do que esforços concentrados em um curto período”, afirma.

Depois dos 50, a atenção deve ser maior

A recomendação pesa ainda mais para quem tem mais de 50 anos. Com o avanço da idade, é natural haver redução da massa muscular, da flexibilidade e da capacidade de recuperação dos tecidos, além de desgaste progressivo das articulações. Na prática, isso deixa o corpo mais suscetível a lesões quando a atividade física é retomada sem preparo adequado.

Entre os problemas mais frequentes estão distensões musculares, tendinites, lesões nos joelhos, dores lombares, fascite plantar e lesões nos ombros. Modalidades com arrancadas, mudanças bruscas de direção, saltos e impactos repetitivos tendem a oferecer mais risco para quem ainda não tem condicionamento.

Quando a dor é sinal de alerta

Nem toda dor após o exercício indica problema. Desconfortos musculares difusos, que melhoram em poucos dias, podem fazer parte da adaptação do corpo. Já dores intensas, persistentes ou localizadas — principalmente quando vêm com inchaço, limitação de movimentos ou dificuldade para apoiar o peso do corpo — merecem avaliação profissional.

“Existe uma diferença importante entre a dor muscular tardia, que costuma surgir após o exercício e desaparecer gradualmente, e os sintomas que podem indicar uma lesão. Ignorar sinais de alerta pode agravar o quadro e prolongar o tempo de recuperação”, explica o ortopedista.

Cuidados para retomar a rotina com segurança

Para quem quer voltar à atividade física, a orientação é começar aos poucos, respeitar limites individuais e priorizar a regularidade. Exercícios de fortalecimento muscular, mobilidade e alongamento ajudam na prevenção de lesões, sobretudo em atividades de impacto.

O retorno também deve considerar a saúde cardiovascular. Pessoas com hipertensão, diabetes, histórico de doenças cardíacas ou outros fatores de risco devem buscar orientação médica antes de iniciar exercícios mais intensos.

Entre os cuidados citados estão:

  • avaliação médica antes de exercícios mais intensos;
  • aumento gradual da carga de treino;
  • fortalecimento muscular na rotina;
  • respeito ao descanso e à recuperação;
  • interrupção da atividade diante de dores persistentes ou sintomas incomuns.

Como resume Diogo Leal, o mais importante não é performar como atleta no fim de semana, e sim construir uma rotina ativa ao longo do tempo. É a regularidade que ajuda a preservar mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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