IA e confiança viram o novo marketing
Cinco executivas discutem como tecnologia, reputação e contexto humano passam a pesar mais que fórmulas prontas no mercado.
Em um mercado saturado por promessas tecnológicas, a disputa entre as marcas está mudando: sai a obsessão por fórmulas prontas e entra a necessidade de construir confiança. Essa é a premissa da segunda reportagem da série Liderança feminina no marketing, que reúne a visão de cinco executivas sobre o que diferencia uma marca em tempos de inteligência artificial e excesso de conteúdo.
A reportagem destaca que a inteligência artificial já se tornou uma commodity, e que a verdadeira vantagem competitiva está na capacidade de interpretar contextos, traduzir dados em decisões e entregar relevância humana. Projeções indicam que, em 2026, a adoção em escala de agentes de IA e buscas generativas deve alterar a forma como marcas são encontradas, comparadas e recomendadas — inclusive por sistemas automatizados, não apenas por pessoas.
O que muda quando a tecnologia deixa de ser diferencial
O debate central é que a tecnologia, sozinha, não sustenta mais vantagem competitiva. À medida que ferramentas semelhantes se tornam acessíveis a mais empresas, cresce o peso de elementos como reputação, coerência, ética no uso de dados e capacidade de criar vínculo com o público.
Carolina Nucci, cofundadora e CMO da Conectas, professora da ESPM, LinkedIn Top Voice e TEDx Speaker, sintetiza essa virada: a pergunta para 2026 não é se a IA substitui, mas o quão bem ela amplifica a interação humana. A inteligência artificial executa, responde e recomenda, mas a permanência de uma marca depende de percepção de valor, transparência e consistência, aspectos menos automatizáveis.
Cinco áreas, um diagnóstico em comum
A reportagem conecta olhares de diferentes setores para mostrar como essa mudança se manifesta na prática. Meggy Oliveira atua na internacionalização de marcas brasileiras; Mirella Silva da Silva trabalha com inteligência de mercado e reputação institucional no Inatel; Natiele Machado Rios aplica marketing digital e análise comportamental ao mercado imobiliário; e Gabriela Dias, neurocomunicóloga e CEO da GET Comunicações, trata a comunicação estratégica como ativo de autoridade e influência.
O ponto em comum entre as cinco executivas é que a inovação que sobreviverá ao ciclo do hype não será a que apenas adota a ferramenta mais recente, mas a que consegue interpretar contextos, transformar conhecimento técnico em valor percebido e sustentar relações confiáveis com públicos cada vez mais fragmentados.
Num cenário em que marcas brasileiras buscam escala global, instituições precisam traduzir ciência em impacto e setores tradicionais competem por atenção digital, a conclusão é clara: na era da IA, o humano deixa de ser detalhe e torna-se diferencial estratégico.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



