Além das canetas: 8 caminhos para emagrecer com saúde
Endocrinologista explica por que medicação não é atalho e reúne estratégias sustentáveis para controlar o peso com mais segurança.
As chamadas canetas emagrecedoras tornaram-se populares nas redes sociais e consultórios, impulsionadas pela promessa de perda de peso rápida. No Brasil, o uso dessas medicações cresceu 88% em 2025, movimentando cerca de R$ 10 bilhões, segundo relatório do Itaú BBA. Contudo, o emagrecimento saudável e duradouro não depende apenas dessas soluções isoladas.
A endocrinologista Diana Sá, professora da pós-graduação em Endocrinologia da Afya Brasília, ressalta que, embora as medicações possam ter papel importante em alguns casos, elas devem estar inseridas em um cuidado integral, individualizado e baseado em evidências. “Não existe solução mágica. A medicação pode ajudar, mas precisa estar inserida em um contexto de cuidado integral, individualizado e baseado em evidências”, afirma.
Ela explica que as canetas atuam reduzindo o apetite e aumentando a saciedade, mas não são indicadas para todos e exigem avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo. O uso indiscriminado pode desviar o foco de estratégias mais acessíveis e sustentáveis no enfrentamento da obesidade, uma doença crônica e multifatorial.
Estratégias eficazes para o controle do peso
Além das medicações injetáveis, existem diversas abordagens cientificamente reconhecidas que contribuem para o emagrecimento saudável:
1. Reeducação alimentar com orientação profissional: Priorizar uma dieta equilibrada, rica em alimentos in natura, proteínas e fibras, e reduzir o consumo de ultraprocessados ajuda a controlar a glicemia e reduzir episódios de compulsão alimentar.
2. Prática regular de atividade física: Exercícios aeróbicos combinados com treinamento de força auxiliam na redução da gordura corporal e preservação da massa muscular.
3. Tratamento do comportamento alimentar: Terapias como a cognitivo-comportamental podem ajudar a identificar gatilhos emocionais que levam ao comer por ansiedade ou estresse.
4. Melhora da qualidade do sono: Dormir mal altera hormônios relacionados ao apetite, favorecendo o ganho de peso.
5. Controle do estresse: O estresse crônico eleva o cortisol, hormônio que pode estimular o acúmulo de gordura abdominal e a alimentação emocional.
6. Uso de medicamentos orais quando indicados: Em alguns casos, medicamentos aprovados para obesidade podem ser recomendados após avaliação clínica.
7. Acompanhamento médico contínuo: Avaliação metabólica e investigação de condições associadas, como resistência à insulina e hipotireoidismo, são essenciais para um tratamento eficaz.
8. Mudanças sustentáveis no estilo de vida: Pequenas alterações, como cozinhar mais em casa, reduzir bebidas açucaradas e aumentar a atividade diária, promovem resultados duradouros.
Emagrecimento saudável é um processo contínuo
Diana Sá enfatiza que o caminho mais eficaz para o emagrecimento é baseado em mudanças consistentes e sustentáveis, e não em soluções rápidas. “Pequenas mudanças consistentes, como melhorar a alimentação, se movimentar mais e cuidar da saúde mental, tendem a gerar resultados mais duradouros do que soluções rápidas”, conclui.
Assim, o uso de medicações pode ser parte do tratamento, mas não substitui a importância da alimentação equilibrada, atividade física regular, cuidado com a saúde mental e acompanhamento clínico contínuo para o controle efetivo do peso.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



