Periferias movimentam R$ 167 bi e influenciam o consumo
Estudos apontam mais de 17 milhões de moradores em comunidades e mostram como praticidade, cultura e digitalização moldam o mercado.
As periferias brasileiras deixaram de ser apenas um recorte social importante e passaram a ocupar também um lugar central na economia do país. Segundo o estudo Tracking das Favelas, realizado pelo NÓS (Novo Outdoor Social), mais de 17 milhões de pessoas vivem em mais de seis mil comunidades espalhadas pelo Brasil, que concentram um potencial de consumo estimado em R$ 167 bilhões por ano.
Esse número ajuda a dimensionar por que grandes marcas vêm olhando com mais atenção para esse público. O que move esse mercado não é só renda: pertencimento cultural, praticidade e digitalização aparecem como fatores que influenciam hábitos de compra e ajudam a redesenhar estratégias no varejo.
O que as comunidades estão ensinando ao mercado
O material também cita o levantamento Um País Chamado Favela, do Instituto Data Favela em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), que aponta critérios como praticidade, qualidade e identificação cultural entre os principais na hora de comprar. Na prática, isso mostra um consumidor mais atento ao que faz sentido no seu dia a dia e menos disposto a seguir fórmulas genéricas.
Essa mudança de comportamento tem reflexos diretos em várias categorias, especialmente no setor de bebidas. Uma das apostas que mais crescem é a das bebidas prontas para beber, conhecidas como RTDs (ready to drink), que costumam unir conveniência e consumo em momentos de socialização.
RTDs ganham espaço no dia a dia
De acordo com a Euromonitor International, a produção nacional de RTDs deve crescer 27,8% até 2029, saindo de 178,9 milhões de litros em 2024 para 228,6 milhões. O avanço é associado à busca por praticidade e por produtos pensados para encontros e ocasiões coletivas.
Outro dado mencionado no material vem da plataforma Zig: as vendas de bebidas prontas para beber em bares e eventos cresceram 94% durante o Carnaval de 2026, reforçando o apelo desse tipo de produto em momentos de celebração.
Quando o consumo nasce da convivência
No centro dessa movimentação está a ideia de consumo coletivo, em que o produto precisa dialogar com momentos reais de convivência. O release cita o Corote Combo como exemplo de linha desenvolvida com foco em socialização, praticidade e variedade de sabores.
Mais do que um dado econômico, o cenário revela uma virada importante: as periferias passaram a influenciar linguagem, comportamento e até decisões de negócio em diferentes regiões do país. Para o mercado, acompanhar esse movimento deixou de ser tendência e virou necessidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



