Leucemia e linfoma: entenda as diferenças

Especialistas explicam sinais, diagnóstico e tratamentos dos cânceres hematológicos, além de avanços como a terapia CAR-T Cell.

Embora os nomes sejam semelhantes, leucemias e linfomas são doenças diferentes que pertencem ao grupo dos cânceres hematológicos. Cada uma apresenta sinais, sintomas, diagnóstico e tratamentos específicos.

O tema foi abordado no episódio de junho de O Patologista em Podcast, produzido pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), com a participação da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). O conteúdo reuniu informações sobre sintomas, diagnóstico e avanços recentes no tratamento dessas doenças.

Localização e tipos das doenças

As leucemias acometem principalmente o sangue e a medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas. Já os linfomas costumam se manifestar como tumores, principalmente nos linfonodos — as chamadas ínguas —, mas também podem surgir em outros órgãos.

Existem diversos tipos de leucemias, que podem ser mieloides ou linfoides, agudas ou crônicas. Os linfomas possuem dezenas de subtipos, originados de diferentes tipos de linfócitos, cada um com comportamento, prognóstico e tratamento próprios.

Sintomas que indicam atenção médica

Leucemias e linfomas podem ser confundidos com infecções ou viroses, por isso a avaliação médica é fundamental diante de sintomas persistentes.

Os sintomas comuns das leucemias incluem cansaço intenso, palidez, febre recorrente, infecções frequentes, sangramentos ou hematomas sem causa aparente, emagrecimento e indisposição.

Nos linfomas, os sinais mais frequentes são aumento persistente dos gânglios, nódulos no pescoço, axilas ou virilhas, febre sem causa definida, perda de peso, suor noturno, tosse persistente e falta de ar quando acometem o tórax.

Diagnóstico e avanços no tratamento

O diagnóstico é confirmado pelo médico patologista, especialmente nos linfomas, por meio da análise de biópsias dos linfonodos ou outros tecidos afetados. Técnicas como imunohistoquímica, FISH, hibridização in situ e testes moleculares auxiliam na identificação precisa do subtipo da doença e na escolha do tratamento adequado.

O tratamento varia conforme o tipo da doença. Nas leucemias agudas, geralmente envolve quimioterapia e, em alguns casos, transplante de células-tronco hematopoéticas. Nas leucemias crônicas, o controle pode ser mantido por anos com medicamentos orais ou até sem tratamento imediato.

Nos linfomas, a maioria dos pacientes recebe quimioterapia ou imunoquimioterapia, com transplante em situações específicas.

Entre os avanços mais promissores está a terapia CAR-T Cell, indicada para alguns casos de leucemia linfoblástica aguda e linfoma difuso de grandes células que retornaram após tratamentos convencionais. Essa terapia inovadora modifica linfócitos T do próprio paciente para atacar as células tumorais.

No Brasil, a terapia CAR-T Cell está disponível na saúde suplementar para indicações aprovadas, embora o acesso possa exigir judicialização. No Sistema Único de Saúde (SUS), ainda não faz parte da oferta regular, estando disponível principalmente em protocolos de pesquisa em centros de referência.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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