Frio derruba a imunidade? O que é mito no inverno

Especialista explica por que o frio favorece vírus respiratórios, quais cuidados ajudam na prevenção e quem deve manter a vacinação em dia.

Quando as temperaturas caem, aumentam também as dúvidas sobre gripe, imunidade e vacinação. E, apesar de muita gente ainda associar o frio ao adoecimento, o que realmente favorece a circulação de vírus respiratórios é a mudança de comportamento nesta época do ano: mais tempo em ambientes fechados, pouca ventilação e maior contato entre as pessoas.

O tema ganhou ainda mais força em julho, com o Brasil ultrapassando 70 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário envolve a circulação de vírus como Influenza A, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e covid-19.

Mitos comuns sobre o inverno

De acordo com a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, ainda existe muita desinformação sobre saúde respiratória nesta época do ano. Entre os mitos mais comuns, estão a ideia de que o frio “causa” gripe sozinho ou de que a vitamina C pode substituir a vacina.

Isso não é verdade. O frio, por si só, não provoca gripe. Já a vitamina C e uma alimentação equilibrada podem ajudar o organismo, mas não substituem a imunização. Segundo a especialista, as vacinas continuam sendo a forma mais eficaz de prevenção contra diversas doenças respiratórias graves.

Vacina não é só para crianças

Outro equívoco frequente é pensar que apenas crianças e idosos precisam se vacinar. Na prática, adultos também devem manter a carteira vacinal atualizada, já que algumas vacinas exigem reforços periódicos e outras passam a ser indicadas conforme a idade ou a presença de doenças crônicas.

“Muita gente acredita que tomou vacina apenas na infância e já está protegido para sempre, mas isso nem sempre acontece”, explica Elisa.

O que realmente aumenta no inverno

Entre os pontos confirmados pela especialista, está o aumento de pneumonias nos meses mais frios. Em muitos casos, a doença surge após uma infecção viral, quando o organismo já está fragilizado.

Elisa também chama atenção para outras vacinas importantes além da gripe, como a pneumocócica, a covid-19 e a vacina contra o VSR, especialmente para grupos de risco, como idosos, pacientes com doenças pulmonares, cardíacos e imunossuprimidos.

Sobre se vale a pena se vacinar quando os casos já subiram, a resposta é: depende. A proteção não é imediata, por isso o ideal é se antecipar ao pico de circulação viral.

Cuidados simples que ajudam

Além da vacinação, a prevenção inclui hábitos básicos que fazem diferença: manter ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo quando houver sintomas respiratórios e reforçar a hidratação nos dias mais frios.

Em resumo, o inverno pede atenção redobrada — mas sem cair em mitos. A combinação de vacina, informação correta e cuidados cotidianos segue sendo o caminho mais seguro para atravessar a estação com mais proteção.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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