Dia da Gastronomia Mineira pede vinho na medida certa

Especialista da Wine sugere combinações para pratos típicos de Minas, do torresmo ao Romeu e Julieta, sem perder a tradição.

No Dia da Gastronomia Mineira, celebrado em 5 de julho, a culinária de Minas Gerais ganha um reforço elegante à mesa: a harmonização com vinhos. A sugestão da sommelière Thamirys Schneider, da Wine, percorre pratos clássicos da tradição mineira e mostra como a escolha certa da taça pode valorizar ainda mais sabores já tão queridos.

A ideia é simples: respeitar a intensidade de cada receita e equilibrar gordura, acidez, doçura e estrutura. O resultado é um menu que conversa com a identidade mineira sem perder o charme da experiência com vinho.

Torresmo com espumante brut

Para abrir a sequência, a indicação é torresmo de barriga com espumante brut. A lógica está no contraste: a acidez e as borbulhas ajudam a limpar o paladar da gordura e deixam a refeição mais fresca. Segundo a sugestão do material, um exemplo é o espumante chileno U By Undurraga D.O. Región del Valle Central Brut.

Tutu de feijão pede leveza

No caso do tutu de feijão mineiro, o cuidado é evitar vinhos tintos muito tânicos, que podem gerar sensação metálica por causa do ferro presente no feijão. A saída mais segura, de acordo com o texto, é apostar em espumante rosé brut ou até espumante tinto. A indicação citada é o brasileiro Espumante Maraví Rosé Brut, com perfil frutado e refrescante.

Frango com quiabo e tintos leves

O frango com quiabo, prato de preparo lento e molho encorpado, combina melhor com vinhos de acidez mais alta e taninos macios. Se a escolha for um tinto, a orientação é preferir versões leves, para não sobrepor o sabor do prato. Entre os exemplos mencionados está o Piccini I.G.T. Toscana Rosso 2024, da Itália.

Vaca atolada pede estrutura

Já a vaca atolada, com costela bovina cozida lentamente e mandioca cremosa, pede um vinho mais intenso e estruturado. As uvas indicadas no material são Tannat, Syrah, Malbec, Cabernet Sauvignon e Nebbiolo. A sugestão destacada é o Chac Chac Reserva Tannat 2023, argentino, elaborado 100% com a uva Tannat.

Romeu e Julieta fecha o menu

Para encerrar, nada mais mineiro do que Romeu e Julieta: goiabada cascão com queijo Minas curado. Nesse caso, o vinho precisa ser tão doce quanto ou mais doce que a sobremesa. O texto aponta opções como vinhos de colheita tardia, espumantes Moscatel e Vinho do Porto Branco. A indicação final é o Cantine Pellegrino D.O.C. Pantelleria Passito Liquoroso 2024, da Sicília.

Mais do que uma lista de combinações, a proposta mostra como a tradição mineira pode ganhar novas camadas quando encontra o vinho certo. Sem descaracterizar os pratos, a harmonização funciona como um convite para redescobrir sabores que já fazem parte da memória afetiva brasileira.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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