Mais de 900 indígenas assistem a “Shrek – O Musical”
Sessão gratuita no Teatro Renault reuniu etnias de diferentes regiões e marcou, para muitos, a primeira experiência em um teatro.
Uma sessão gratuita de “Shrek – O Musical” reuniu, no dia 18 de junho, mais de 900 indígenas no Teatro Renault, em São Paulo. O encontro levou ao teatro integrantes de diferentes etnias e comunidades, em uma ação voltada à democratização do acesso à cultura.
Primeira ida ao teatro para muita gente
Segundo o material divulgado, a tarde chuvosa de quinta-feira ganhou clima de celebração porque a maioria do público estava entrando em um teatro pela primeira vez. Participaram indígenas das etnias Guajajara, Pankararu, Pankararé, Tapuia Tarairiú, Timbira, Guarani, Tupi Guarani, Pataxó e Guarani Mbya.
A mobilização envolveu comunidades e escolas como Boa Vista e Renascer, de Ubatuba; Djekupe Amba Arandy e Guarani Gwyra Pepo, da capital; Txeru Ba E Kua I, de Bertioga; e Guarani Tupi Guarani, de São Sebastião. Também estiveram presentes estudantes e professores da Escola Quilombo da Fazenda, de Ubatuba.
Ação de acesso à cultura
A sessão foi organizada pelo Instituto Artium de Cultura e pelo Atelier de Cultura, em conjunto com a Secretaria de Estado da Educação, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça e a FUNAI-SP. O projeto faz parte de iniciativas de democratização do acesso à cultura previstas pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, no Governo Federal.
Entre as presenças citadas no evento estavam Jaqueline Haywa Hã Hã Hãe, Cacica Pataxó, e Cristiano Kiririndju, líder do povo Guarani da Aldeia Renascer Ywyty Guaçu, em Ubatuba, além do primeiro coordenador de Políticas para os Povos Indígenas do Estado de São Paulo.
O que disseram os organizadores
Em declaração reproduzida no material, Lídia Storino, head de diversidade e inclusão do Instituto Artium de Cultura, afirmou que “o encontro foi um sonho realizado, que contou com o trabalho de muitas pessoas de bem e que permitiu valorizar a cidadania das nações dos povos originários em um momento de integração cultural”.
Já Carlos Cavalcanti, presidente do Artium, disse que reunir um número tão expressivo de indígenas mostra “o quanto os produtos culturais podem fazer por populações excluídas, em linha com os objetivos da Lei Rouanet”.
Mais do que uma sessão especial, a iniciativa reforça como o acesso à cultura pode abrir portas para públicos historicamente afastados desses espaços — especialmente quando a experiência é pensada de forma gratuita e coletiva.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



