Livro sobre luto e masculinidade chega às livrarias
Finalista do Prêmio Kindle, “da morte sua”, de Bruno Crispim, acompanha um homem que tenta seguir em frente após perder a companheira.
Finalista do Prêmio Kindle de Literatura, “da morte sua”, romance de Bruno Crispim publicado pela editora Faria e Silva, traz uma narrativa intensa sobre luto, amor, memória e relações familiares. A obra acompanha Igor, um homem que enfrenta os primeiros dias após a morte da companheira, Bibi, lidando com o funeral, o hospital e a nova rotina como pai solo.
Uma narrativa que reflete o luto
O livro é estruturado de forma não linear, refletindo o funcionamento do luto, em que o presente é constantemente atravessado por lembranças e afetos. Essas memórias levam o protagonista ao início do relacionamento, ainda na adolescência, quando ele e Bibi descobriram uma conexão profunda entre jogos de futebol, convivência cotidiana e a construção de um amor que se tornou o eixo de suas vidas.
Essa abordagem mostra como a ausência reorganiza não apenas os dias, mas também a percepção que uma pessoa tem de si mesma e da família.
Masculinidade e a dificuldade de expressar a dor
Além de tratar da ausência, o romance discute a dificuldade masculina de lidar com a dor. Igor carrega a ideia de que homens não devem chorar nem demonstrar fragilidade, uma repressão emocional que, segundo o autor, torna o processo de luto ainda mais doloroso.
Bruno Crispim conta que a origem do livro está em uma frase dita por sua esposa: “Você só vai fazer sucesso quando escrever sobre a minha morte.” A obra levou sete anos e uma dúzia de reescritas até chegar à versão final. O autor também destaca que a relação de 26 anos com a esposa atravessa a escrita do romance.
Formação, influências e lançamento
O autor, mestre em Escrita Criativa pela PUC-RS, desenvolveu o romance durante seu curso, que contribuiu para o amadurecimento estético da obra. O processo contou ainda com consultoria médica para garantir realismo ao drama narrado.
Entre as influências literárias de Crispim estão Hilda Hilst, pela liberdade de romper a linguagem diante da dor, e Vinicius de Moraes, pela força da emoção organizada pela forma.
O lançamento do livro está marcado para 03 de julho, às 19h, na Travessa Icaraí, no Rio de Janeiro.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



