Termogênicos para emagrecer: riscos e o que diz a Anvisa

Uso sem prescrição cresce entre jovens e praticantes de academia, mas pode causar arritmias, ansiedade, hipertensão e outros efeitos graves.

Os termogênicos têm se popularizado entre aqueles que buscam emagrecimento rápido, especialmente jovens e frequentadores de academias. Vendidos como aceleradores do metabolismo e fontes de energia, esses suplementos são frequentemente consumidos sem prescrição médica, o que pode acarretar sérios riscos à saúde.

Casos atendidos em hospitais brasileiros revelam que o uso indiscriminado desses produtos pode provocar arritmias, hipertensão, palpitações, crises de ansiedade, insônia, agitação e dores gástricas. Em situações mais graves, há relatos de eventos cardíacos e acidentes vasculares associados ao consumo de estimulantes presentes nas cápsulas, como altas doses de cafeína.

Regulação e fiscalização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu um conjunto de normas para proteger os consumidores e controlar a circulação desses suplementos. Entre elas estão a RDC nº 243/2018, que define limites para nutrientes e substâncias bioativas; a Instrução Normativa nº 28/2018, que lista ingredientes autorizados; e as RDCs nº 241/2018 e 242/2018, que regulam fabricação, propaganda e registro ou notificação dos produtos.

Essas medidas visam impedir a comercialização de substâncias perigosas, como efedrina e dinitrofenol (DNP), já associadas a casos fatais. Entre 2022 e 2024, a fiscalização foi intensificada, especialmente em plataformas digitais, resultando na apreensão de produtos adulterados.

Quem deve evitar o uso

Os termogênicos não são indicados para todos. Pessoas com doenças cardiovasculares, gestantes, lactantes, e indivíduos com problemas gastrointestinais, renais, hepáticos ou transtornos de ansiedade devem evitar esses suplementos. O uso concomitante com medicamentos prescritos ou outros suplementos sem supervisão médica pode aumentar os riscos de efeitos adversos.

Dados que evidenciam o problema

Estudos científicos recentes ilustram a dimensão do consumo e seus riscos. Uma pesquisa publicada em 2022 na Revista Destaques Acadêmicos, realizada na Serra Gaúcha, identificou que 62,7% dos praticantes de musculação já utilizaram ou utilizam termogênicos, com mais da metade iniciando o uso por indicação de vendedores ou automedicação.

Outra pesquisa, divulgada em 2026 na Revista Eletrônica Acervo Saúde, com universitários da área da saúde da Faculdade Pernambucana de Saúde, apontou que 28,7% consumiam termogênicos sem prescrição médica, relatando sintomas como insônia, agitação, dor gástrica e palpitações.

Esses dados reforçam a necessidade de educação em saúde, rotulagem clara e orientação profissional para o uso desses suplementos. A promessa de uma cápsula milagrosa para emagrecer é perigosa e desvia a atenção das mudanças sustentadas no estilo de vida, alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico especializado, que são as estratégias mais eficazes e seguras para o controle do peso.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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