Festas juninas e alergias infantis: como evitar riscos
Canjica, paçoca, bolos e fogueira pedem atenção extra quando a criança tem alergia alimentar ou asma. Veja os cuidados principais.
As festas juninas são sinônimo de celebração, mas também pedem atenção redobrada quando há crianças com alergias alimentares ou asma na família. Pratos típicos como canjica, paçoca e bolos caseiros costumam reunir ingredientes que estão entre os alérgenos mais comuns, como amendoim, leite de vaca, trigo e ovos.
Em casos mais sensíveis, o risco não está só no alimento em si. A chamada contaminação cruzada — quando utensílios, colheres ou superfícies entram em contato com ingredientes alergênicos — também pode provocar reações importantes. Por isso, em ambientes coletivos, a orientação é simples: na dúvida, melhor evitar.
Por que crianças precisam de mais cuidado?
Segundo o pediatra Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, o que torna as crianças mais suscetíveis a reações. Ele destaca que os pequenos também não têm a mesma autonomia dos adultos para questionar ingredientes ou reconhecer sinais iniciais de uma crise alérgica.
O especialista também chama atenção para outro ponto típico dessa época do ano: a fogueira. A fumaça pode irritar as vias aéreas e, em crianças asmáticas, desencadear crises respiratórias. Além disso, há o risco de queimaduras, o que reforça a necessidade de supervisão constante.
Como tornar a festa mais segura
Para quem vai participar da comemoração, a prevenção começa antes de provar qualquer coisa. Vale perguntar com atenção quais são os ingredientes e como cada prato foi preparado. Em festas públicas, isso inclui observar se há chance de mistura entre alimentos e utensílios usados para servir.
Outra medida prática é montar uma lancheira personalizada para a criança, com opções seguras preparadas em casa, especialmente quando a festa tem poucas alternativas adequadas. Em eventos escolares ou comunitários, a inclusão também passa por organização: identificar os pratos com informações sobre a presença de glúten, leite, ovos ou amendoim ajuda muito.
Robledo lembra ainda que organizadores podem usar panelas, colheres e tábuas separadas para receitas com e sem alérgenos. E há alternativas possíveis no cardápio, como leite de coco no bolo de milho ou sementes de girassol tostadas no lugar do amendoim em versões caseiras de doces juninos.
Quando há histórico de reação grave
Se a criança já teve reações severas, o planejamento precisa ser ainda mais cuidadoso. O pediatra orienta sair de casa com os medicamentos prescritos pelo médico, como anti-histamínicos, corticóides ou auto-injetor de adrenalina, e identificar previamente o posto médico do evento ou o hospital mais próximo.
Com atenção aos ingredientes, supervisão e preparo, a festa pode continuar sendo um momento de alegria — sem sustos desnecessários para as crianças e suas famílias.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



