Saúde mental no trabalho vira pauta urgente nas empresas

Atualização da NR-1 amplia a atenção aos riscos psicossociais e reforça o papel da liderança, do RH e do clima organizacional.

A saúde mental deixou de ser apenas uma preocupação individual e passou a integrar a estratégia das empresas. Com a atualização da NR-1 em 2026, organizações precisam identificar e gerir riscos psicossociais dentro dos programas de gerenciamento de riscos ocupacionais, ampliando a atenção para fatores que afetam o bem-estar, a produtividade e a permanência dos talentos.

Ambiente de trabalho também adoece ou fortalece

O tema ganhou peso porque o impacto do ambiente profissional vai muito além do desempenho imediato. Relações tensas, falta de diálogo, excesso de pressão e medo de se posicionar podem comprometer o clima interno, reduzir o engajamento e dificultar a retenção de profissionais. Muitas vezes, os sinais aparecem antes nos bastidores do que nos números.

Para Ana Jarrouge, presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), segurança psicológica é parte central dessa discussão. Ela define o conceito como a construção de ambientes em que as pessoas se sintam respeitadas, pertencentes, ouvidas e seguras para compartilhar opiniões, dúvidas e ideias.

Segundo a executiva, isso tem relação direta com a capacidade das equipes de colaborar, inovar e entregar resultados. Em outras palavras, cuidar da forma como as relações se desenvolvem dentro da empresa não é só uma questão humana, mas também estratégica.

Os números reforçam o alerta

Os dados mais recentes ajudam a explicar por que o assunto virou prioridade. Em 2025, o INSS concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária devido a transtornos mentais, uma alta de 15,66% em relação a 2024. Ansiedade e depressão lideram as causas, com destaque para o Burnout, que disparou 823% em quatro anos.

Esse cenário mostra que a saúde mental precisa ser tratada com mais seriedade dentro das rotinas corporativas. Não se trata apenas de apoio pontual, mas de revisar práticas, lideranças e a cultura do dia a dia.

Liderança e RH entram no centro da mudança

A maneira como gestores se comunicam, conduzem conflitos e reagem aos erros influencia diretamente a percepção de segurança nas equipes. Ambientes marcados pelo medo e pela desconfiança tendem a reduzir a participação das pessoas e enfraquecer a inovação.

Na avaliação de Ana, investir na formação e no desenvolvimento das lideranças deve ser prioridade estratégica. Ela também destaca o papel do Recursos Humanos como parceiro da alta gestão no acompanhamento do clima organizacional e no fortalecimento da cultura corporativa.

No fim, a mensagem é objetiva: ambientes saudáveis beneficiam não só quem trabalha, mas a empresa como um todo. Como resume a executiva, 22cuidar das pessoas e9 uma das formas mais inteligentes de cuidar do futuro dos negf3cios22.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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