Confiança cai 72% em crises financeiras, aponta estudo
Levantamento global da MetLife mostra descompasso entre sentir-se resiliente e se achar preparada para enfrentar retrocessos financeiros e emocionais.
Em tempos de pressão econômica e instabilidade, um novo estudo global da MetLife chama atenção para um paradoxo que afeta muita gente: a maioria até se vê como resiliente, mas a confiança despenca quando surge um contratempo real — especialmente financeiro. Segundo o levantamento Confident Pathways, essa confiança cai 72% diante de crises, problemas emocionais ou outras dificuldades da vida.
A pesquisa ouviu 4 mil adultos nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e México, entre 14 de abril e 4 de maio de 2026, para entender como a confiança é construída, mantida e recuperada ao longo da vida. Os dados mostram que 57% das pessoas se descrevem como persistentes e 52% dizem lidar bem com mudanças. Mas, quando o assunto é recuperação financeira, esse número cai para cerca de 20%.
Resiliência no discurso, insegurança na prática
O estudo indica que existe um descompasso entre percepção e preparo. Apenas 30% avaliam sua própria resiliência como alta, e esse índice cai para 20% quando a pergunta é sobre capacidade de se recuperar financeiramente. Na prática, disciplina e organização ajudam, mas não garantem a sensação de segurança diante de um imprevisto.
Outro ponto que chama atenção é o peso do apoio ao redor. Menos da metade dos adultos afirma se sentir amparada por amigos (41%) ou pertencente à comunidade (31%). Para a MetLife, isso mostra que a confiança não depende só da força individual, mas também de redes de apoio e oportunidades concretas.
O que fortalece a confiança desde cedo
Entre os achados mais relevantes, o relatório destaca a importância de experiências na infância. Mais da metade dos adultos que praticaram esportes quando crianças afirma que isso ajudou a desenvolver confiança (56%) e perseverança (52%). Pais entrevistados no estudo também associam esporte, reforço escolar e mentoria ao fortalecimento de resiliência e confiança.
Na avaliação deles, os esportes coletivos aparecem em primeiro lugar (65%), seguidos pelos esportes individuais (55%) e pelos programas de tutoria e mentoria (51%).
Brasil entra na conversa
Embora o levantamento tenha sido feito fora do país, o tema conversa com a realidade brasileira. A 17ª edição do Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE e publicada em 2025, mostrou que 55% dos brasileiros admitem entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira. A mesma pesquisa apontou que, entre pessoas endividadas, mais de 77% dizem que a dívida afeta a saúde emocional ou a qualidade de vida.
Ou seja: mais do que saber fazer contas, o desafio passa por preparo, apoio e acesso a oportunidades. E é justamente essa combinação que o estudo da MetLife coloca no centro da discussão sobre confiança, resiliência e vida financeira.
Segundo Michael Roberts, Chief Marketing and Communications Officer da MetLife, a confiança é construída por meio de oportunidades, preparo e redes de apoio. O recado, no fim, é claro: fortalecer a confiança começa muito antes da primeira crise.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



