Anvisa aprova remédio não hormonal contra fogachos

Fezolinetanto, agora chamado Veoza, mostrou redução de ondas de calor e suor noturno em estudos clínicos com mais de 3 mil mulheres.

A Anvisa aprovou um novo tratamento não hormonal para controlar os fogachos da menopausa, sintomas que incluem ondas de calor e suores noturnos e afetam a rotina de muitas mulheres. O medicamento é o fezoniletanto, que deve chegar ao mercado brasileiro com o nome Veoza.

A novidade chama atenção porque amplia as opções para quem não pode fazer reposição hormonal ou simplesmente não quer seguir por esse caminho. Segundo o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a aprovação representa um avanço importante para mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa.

O que o novo remédio promete

De acordo com o material, o fezoniletanto atua no sistema nervoso e ajuda a limitar as manifestações vasomotoras, nome técnico para as ondas de calor. A Anvisa avaliou três estudos clínicos com mais de 3 mil participantes.

Nos resultados citados, comprimidos de 45 mg por dia reduziram significativamente a frequência dos sintomas. Em 4 semanas, a redução foi de 55%. Em 12 semanas, chegou a 64%. Os estudos também apontaram diminuição da intensidade média dos fogachos para níveis leves a moderados.

Além disso, houve melhora na qualidade do sono, menor comprometimento das atividades diárias e do trabalho e ganhos em qualidade de vida entre as mulheres avaliadas.

Por que esse tipo de opção importa

Os sintomas da menopausa costumam estar ligados à queda do estrogênio, hormônio que ajuda a regular circuitos cerebrais relacionados à temperatura corporal. Sem esse equilíbrio, os fogachos podem se tornar frequentes e durar anos.

O material informa que cerca de 80% das mulheres entre 40 e 65 anos sofrem com ondas de calor, com duração mediana de 7,4 anos. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por uma década ou mais, afetando sono, humor e qualidade de vida.

Para Daniel Buttros, a chegada de um medicamento não hormonal é especialmente relevante porque nem todas as mulheres podem usar terapia de reposição hormonal, e há quem não queira esse tipo de tratamento.

O que ainda falta saber

Apesar da aprovação, ainda não há preço definido nem data oficial para o lançamento do Veoza nas farmácias brasileiras. Outro ponto de atenção é a segurança no uso: o especialista alerta que é fundamental monitorar as enzimas hepáticas por exame de sangue antes e durante o tratamento, já que o medicamento pode alterá-las.

Na prática, a aprovação abre caminho para uma alternativa que pode ser útil no cuidado com a menopausa, mas que ainda depende de definição comercial e orientação médica para chegar às pacientes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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