HPV e câncer de amígdala: o alerta que importa

Caso do ator Moshe Kasher reforça a atenção aos sinais persistentes, à vacinação contra o HPV e ao diagnóstico precoce.

O relato do ator e comediante Moshe Kasher, conhecido pela série The Pitt, reacendeu um alerta importante de saúde: o HPV também pode estar associado a câncer de amígdala e a outros tumores de cabeça e pescoço. Ao contar que percebeu um caroço na garganta e precisou passar por cirurgia, o artista levou o assunto para além do universo das celebridades e colocou a prevenção no centro da conversa.

HPV não é só sobre colo do útero

Embora seja mais lembrado pela relação com o câncer do colo do útero, o HPV também está ligado a tumores da orofaringe — região que inclui amígdalas, base da língua e paredes da faringe. O caso chama atenção porque esse tipo de câncer tem aparecido com mais frequência em homens mais jovens, segundo o material divulgado.

Uma mensagem compartilhada por Kasher reforçou essa preocupação: “A má notícia é que o câncer de amígdala associado ao HPV é uma epidemia entre homens com menos de 55 anos. Façam exames e vacinem seus filhos.”

O que diz a especialista

No material, a oncologista Isabella Favato, da Oncoclínicas, explica que o aumento dos casos de tumores de orofaringe relacionados ao HPV reforça a importância de ampliar a informação sobre prevenção, principalmente entre os homens. Para ela, vacinação e acompanhamento médico são estratégias fundamentais para reduzir o risco desses tumores.

Segundo o texto, as amígdalas fazem parte da orofaringe e têm função de defesa do organismo, mas também podem ser uma região de desenvolvimento de tumores malignos. Entre os principais fatores de risco para câncer de amígdala estão tabagismo, consumo de álcool e infecção pelo HPV.

Sinais que merecem atenção

O câncer de amígdala pode ser discreto no início, o que dificulta a percepção dos sintomas. Por isso, alterações persistentes não devem ser ignoradas. Isabella Favato destaca sinais como:

  • dor persistente ao engolir;
  • dificuldade para engolir;
  • sangramento;
  • sensação de massa ou inchaço na garganta;
  • dor de ouvido;
  • caroços no pescoço.

Como não existe rastreamento populacional para tumores de orofaringe relacionados ao HPV, a atenção aos sintomas e a busca por avaliação especializada ganham ainda mais importância.

Vacinação e diagnóstico precoce fazem diferença

O material também lembra que a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O uso de preservativos também ajuda a reduzir o risco de transmissão. Já o diagnóstico precoce pode ampliar as chances de controle da doença e abrir caminho para tratamentos mais eficazes, que podem incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, conforme o estágio do tumor.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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