Brasil avança para 12ª posição em pesquisa clínica global em 2026

Dados preliminares indicam crescimento da participação brasileira em estudos clínicos, refletindo avanços regulatórios

O Brasil registrou um avanço significativo no cenário global de pesquisa clínica em 2026. Dados preliminares apresentados pela Interfarma durante a BIO International Convention indicam que o país subiu da 18ª para a 12ª posição no ranking mundial de estudos clínicos iniciados, alcançando 51 estudos registrados no primeiro trimestre e uma participação de 2,9% no total global.

Contexto e evolução recente

O levantamento integra o estudo “Análise de oportunidades e desafios após dois anos da publicação do marco legal de Pesquisa Clínica”, realizado pela Interfarma em parceria com a IQVIA. Segundo o estudo, o ambiente regulatório brasileiro, fortalecido pela nova Lei da Pesquisa Clínica, começa a gerar efeitos concretos na competitividade do país, favorecendo a atração de investimentos internacionais, o desenvolvimento científico e a ampliação da participação em pesquisas globais.

Entre 2020 e 2025, o Brasil já havia avançado três posições, alcançando a 18ª colocação ao final de 2025. O salto para a 12ª posição no início de 2026 indica uma aceleração desse progresso.

Impactos do avanço regulatório

O avanço na pesquisa clínica tem implicações diretas na chegada de recursos para inovação e no acesso dos pacientes brasileiros a novas terapias, vacinas e medicamentos em desenvolvimento. A modernização do fluxo regulatório, com a realização paralela das análises ética e regulatória, contribui para a redução de etapas e maior previsibilidade nos processos de aprovação.

Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma, destacou que “os números mostram que o Brasil começa a colher os resultados de uma agenda construída ao longo de muitos anos. O primeiro ano após a aprovação da lei foi dedicado à regulamentação e à definição das regras complementares. Em seguida, entramos na fase de implementação. Hoje temos um ambiente mais transparente, regulado e previsível para todos os atores envolvidos, fator decisivo para atrair investimentos e ampliar a participação do país na pesquisa clínica global. Isso se reflete em mais investimentos no País, bem como maior acesso dos pacientes brasileiros à inovação”.

Potencial para expansão regional

Apesar dos avanços, o estudo aponta que os estudos clínicos ainda estão concentrados principalmente na região Sudeste e no Rio Grande do Sul. Luciana Shimizu Takara, diretora de Política e Inteligência Regulatória da Interfarma, observa que expandir a capacidade de pesquisa para outras regiões pode aumentar a competitividade do Brasil, ampliar o acesso da população à inovação e fortalecer a produção científica nacional.

O desempenho brasileiro ocorre em um contexto global desafiador, com retração no número de estudos clínicos iniciados mundialmente. No entanto, o Brasil apresentou uma queda proporcionalmente menor, o que contribuiu para a melhora de sua posição relativa no ranking internacional.

Esses resultados indicam que o país está transformando seu potencial em uma presença concreta no mapa global da pesquisa clínica, consolidando-se como um destino estratégico para investimentos em inovação na área da saúde.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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