Anvisa aprova remédio não hormonal para fogachos

Fezoniletanto, agora chamado Veoza, pode ajudar mulheres com ondas de calor e suores noturnos ligados à menopausa.

A Anvisa aprovou uma nova medicação não hormonal para ajudar no controle das ondas de calor e dos suores noturnos ligados à menopausa. O fezoniletanto, que deve chegar ao mercado com o nome Veoza, aparece como uma alternativa importante para mulheres que não podem fazer reposição hormonal ou não tiveram boa resposta a esse tratamento.

Embora a aprovação já tenha sido concedida, ainda não há data oficial de lançamento nem definição de preço no Brasil. A novidade, desenvolvida pelo laboratório Astellas Farma, é voltada aos sintomas vasomotores, como os fogachos, que costumam afetar a rotina, o sono e a qualidade de vida de muitas mulheres na transição para a menopausa e também na pós-menopausa.

O que muda para quem sofre com fogachos

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), esses sintomas podem durar em média 7,4 anos e, em alguns casos, persistir por uma década ou mais. Além das ondas de calor, o climatério também pode vir acompanhado de suores frios, alterações de humor e dificuldade para dormir.

O mastologista João Bosco Ramos Borges, coordenador do Departamento de Ginecologia Endócrina da SBM, explica que a queda hormonal afeta os circuitos cerebrais que regulam a temperatura corporal, o que ajuda a entender por que os sintomas vasomotores surgem com tanta frequência nessa fase da vida.

O que os estudos mostraram

A aprovação da Anvisa considerou três estudos clínicos com mais de 3 mil participantes. De acordo com a SBM, o uso diário de 45 mg do medicamento reduziu de forma significativa a frequência das ondas de calor e/ou suores noturnos.

Em quatro semanas, a redução observada foi de 55%. Em 12 semanas, o índice chegou a 64%. Os resultados também apontaram diminuição da intensidade média dos sintomas, que passaram de moderados a intensos para leves a moderados.

Outro ponto destacado nos estudos foi a melhora na qualidade do sono, além da redução no impacto das atividades diárias e do trabalho. Houve ainda ganho de qualidade de vida entre as participantes avaliadas.

Uma opção para quem não pode usar hormônios

O novo medicamento é especialmente relevante para mulheres com contraindicações à terapia hormonal, como histórico de câncer de mama, infarto ou trombose. Nesses casos, a chegada de uma alternativa não hormonal amplia as possibilidades de cuidado para uma fase que pode ser marcada por desconforto físico e impacto emocional.

Na prática, o fezoniletanto surge como mais uma ferramenta para o manejo dos sintomas da menopausa, sem substituir a avaliação médica individual. Para muitas mulheres, a novidade pode significar mais conforto no dia a dia e noites com menos interrupções.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 93 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar