Chiado no peito pode indicar asma infantil

Pneumologista destaca sinais que costumam passar despercebidos e explica por que o diagnóstico precoce ajuda no controle da doença.

Chiado no peito, tosse persistente e falta de ar não devem ser vistos como “só mais uma gripe” quando aparecem com frequência na infância. Segundo o pneumologista pediátrico Paulo Kussek, da Unimed Curitiba, esses podem ser alguns dos principais alertas da asma infantil — uma doença inflamatória crônica que afeta as vias respiratórias e pode comprometer a rotina desde os primeiros anos de vida.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com a asma, que está entre as principais causas de atendimentos de urgência e internações por problemas respiratórios na infância.

Quando o chiado vira sinal de atenção

O especialista explica que a tosse acompanhada de chiado no peito é um dos sintomas mais característicos da doença. Em alguns casos, a criança também pode apresentar cansaço ao fazer atividades físicas e episódios recorrentes de falta de ar, o que costuma ser confundido com infecções respiratórias comuns.

Há situações em que a dificuldade para respirar é mais evidente: quando a criança faz esforço para respirar e o tórax afunda, a avaliação médica deve ser imediata.

Infecções virais e alergias respiratórias podem ter sintomas parecidos, mas o chiado no peito é um indicativo importante de asma. E, como lembra o pneumologista, a criança pode apresentar asma, rinite e uma infecção respiratória ao mesmo tempo.

Diagnóstico na infância exige atenção ao histórico

Na infância, o diagnóstico nem sempre é simples. Kussek observa que crianças em idade pré-escolar podem ter, em média, até seis episódios de gripe por ano, o que dificulta diferenciar uma infecção passageira de um quadro de asma.

Por isso, a avaliação clínica e o histórico da criança têm peso central. Em muitos casos, a escuta médica é mais importante do que exames isolados para identificar a doença e iniciar o tratamento adequado.

Além da predisposição genética, fatores ambientais também influenciam o aparecimento e a frequência das crises. Poeira, mofo, poluição, pólen e infecções virais estão entre os gatilhos mais comuns.

Como reduzir crises e proteger a rotina

A boa notícia é que a asma pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado. Os broncodilatadores ajudam a aliviar o desconforto durante as crises, enquanto os medicamentos de controle atuam na inflamação das vias aéreas e ajudam a evitar novos episódios.

Alguns cuidados no dia a dia também fazem diferença:

  • manter ambientes ventilados e livres de mofo;
  • evitar exposição à fumaça de cigarro;
  • reduzir o acúmulo de poeira;
  • manter o calendário vacinal atualizado;
  • tratar alergias respiratórias, como a rinite;
  • seguir corretamente o tratamento prescrito.

Para o médico, o maior desafio ainda é fazer a família entender que a asma é uma doença crônica. Quando o tratamento é usado apenas nas crises, o controle fica mais difícil. Já o acompanhamento contínuo ajuda a prevenir episódios e permite que a criança mantenha suas atividades normalmente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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