Autismo adulto: 5 dicas para torcer na Copa

Especialista orienta como adultos autistas podem aproveitar a Copa com conforto e menos sobrecarga sensorial

A Copa do Mundo altera o clima das casas, das ruas e dos encontros sociais, mas para adultos autistas, esse período pode significar uma sobrecarga sensorial e emocional. O neurologista Dr. Matheus Trilico, referência no tratamento de autistas adultos, destaca que não existe um único jeito certo de torcer e que respeitar o próprio funcionamento é fundamental para aproveitar o evento.

Respeitando os próprios limites

Alguns adultos autistas acompanham todos os jogos com intensidade, analisando estatísticas e detalhes das seleções. Outros preferem ambientes mais tranquilos ou formas diferentes de participação. O importante é que cada pessoa encontre seu modo de viver a paixão pelo futebol sem abrir mão do conforto.

Durante a Copa, sons altos como fogos, buzinas, gritos e músicas, além de luzes piscantes e multidões, podem causar desconforto físico e emocional. O cérebro autista processa esses estímulos de forma diferente, o que pode gerar cansaço, irritação e a necessidade de se afastar para recuperar o equilíbrio.

5 estratégias para uma experiência mais confortável

Para ajudar adultos autistas a aproveitar a Copa, o neurologista sugere:

  • Escolher ambientes confortáveis para assistir aos jogos, com menos barulho e mais previsibilidade;
  • Planejar encontros e evitar mudanças inesperadas sempre que possível;
  • Fazer pausas durante eventos longos para reduzir a sobrecarga sensorial;
  • Dispor de um espaço tranquilo para descanso caso o estímulo fique intenso;
  • Utilizar recursos sensoriais, como fones de redução de ruído, para maior conforto.

Participar não significa suportar tudo; é possível criar uma forma própria de viver a Copa sem transformar o lazer em obrigação.

Desafios da camuflagem social e a coexistência com TDAH

O texto também aborda o masking, ou camuflagem social, quando adultos autistas escondem desconfortos para se encaixar socialmente, o que pode levar a exaustão emocional, ansiedade e esgotamento. Além disso, muitos autistas apresentam sintomas de TDAH, uma condição conhecida informalmente como AuTDAH, que traz demandas neurológicas contraditórias, tornando ambientes muito estimulantes ainda mais desafiadores.

Inclusão é respeitar diferentes formas de torcer

A Copa pode ser vivida de maneiras diversas: para alguns, uma festa em grupo; para outros, assistir em casa é a melhor escolha. Reconhecer e respeitar essas diferenças é essencial para uma inclusão verdadeira, valorizando os limites sensoriais e emocionais de cada pessoa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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