Kuenan Mayu destaca arte indígena amazônica em Nova York

Exposição Riverlines reúne três gerações de artistas indígenas na Galeria David Nolan

A Galeria David Nolan, em Nova York, inaugurou em 10 de junho a exposição Riverlines, que ficará aberta ao público até 31 de julho. A mostra reúne obras de três gerações de artistas indígenas amazônicos: Chico da Silva, Joseca Yanomami e Kuenan Mayu, destacando a força estética e a presença desses artistas no cenário internacional da arte contemporânea.

Kuenan Mayu: uma jovem voz da arte indígena

Aos 23 anos, Kuenan Mayu é uma das artistas centrais da exposição. Nascida em Feijoal, às margens do rio Solimões, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, ela é Magüta (Tikuna), Tariana e Tukano. Sua produção artística utiliza pigmentos naturais extraídos da floresta sobre o tururi, uma tela sagrada feita da casca interna da árvore.

Suas pinturas apresentam seres híbridos — parte humanos, parte árvore, parte peixe e parte espírito — que refletem a cosmologia Magüta, explorando temas de origem, transformação e continuidade. A obra de Kuenan reforça a inseparabilidade entre arte, vida e território.

Memória, clima e direitos indígenas em diálogo

Riverlines propõe uma reflexão sobre memória, linhagem, clima, extrativismo e direitos indígenas, evidenciando genealogias artísticas amazônicas frequentemente negligenciadas nas narrativas globais da arte moderna e contemporânea.

A exposição apresenta dezesseis pinturas de Chico da Silva datadas de 1964, além de obras das décadas de 1970 e início de 1980 que mapeiam geografias e cosmologias ribeirinhas. Joseca Yanomami contribui com um ciclo de pinturas que incorporam as visões da terra-floresta do povo Yanomami. Kuenan Mayu traz vinte pinturas feitas sobre tururi com pigmentos naturais da Amazônia.

Colaboração e curadoria

A mostra foi desenvolvida em diálogo colaborativo com os artistas e membros de suas comunidades, garantindo uma apresentação culturalmente apropriada e contextualizada. A curadoria é assinada por Simon Watson, curador independente e consultor de arte com atuação entre Nova York e São Paulo.

Riverlines destaca a beleza política das obras, que afirmam conhecimento ancestral, continuidade cultural e outras formas de percepção do mundo. Kuenan Mayu, como representante da geração mais jovem, leva a cosmologia de seu povo para uma das vitrines mais prestigiadas da arte contemporânea em Nova York.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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