Esclerose múltipla: diagnóstico cedo faz diferença
Doença afeta principalmente adultos jovens e mulheres; reconhecer sintomas iniciais ajuda a evitar sequelas e preservar a rotina
A esclerose múltipla é uma doença que ainda não tem cura, mas o diagnóstico precoce tem transformado a forma de lidar com ela. Dados oficiais do Ministério da Saúde indicam que cerca de 40 mil pessoas vivem com a condição no Brasil, e identificar os sinais iniciais pode fazer toda a diferença na qualidade de vida dos pacientes.
Caracterizada como uma doença neurológica, crônica e autoimune, a esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central, comprometendo funções motoras, sensoriais e cognitivas. Um dos desafios é que os primeiros sintomas podem ser confundidos com outras condições, o que pode atrasar o diagnóstico correto.
Sintomas que merecem atenção
Segundo o neurogeriatra da Unimed Curitiba, Henry Koiti Sato, alguns sinais persistentes indicam a necessidade de avaliação médica, especialmente quando aparecem em conjunto ou não melhoram com o tempo. Entre eles estão:
- Formigamentos e amortecimentos no corpo;
- Perda de força muscular;
- Alterações no equilíbrio;
- Tontura;
- Dificuldade visual.
O especialista ressalta que, na prática clínica, o primeiro médico procurado nem sempre é o neurologista, o que reforça a importância de estar atento aos sintomas persistentes para buscar o diagnóstico adequado.
Mais comum em mulheres jovens
A esclerose múltipla é mais frequente em adultos jovens, especialmente entre 30 e 40 anos, e acomete mulheres em uma proporção de até três vezes maior do que homens. A incidência também é maior em pessoas com ascendência europeia. Fatores associados ao desenvolvimento da doença incluem obesidade, baixos níveis de vitamina D e tabagismo.
Embora não exista uma forma comprovada de prevenção, hábitos saudáveis e acompanhamento médico são fundamentais para reduzir os impactos da doença e promover o bem-estar. A prática regular de atividade física, controle do peso e suporte psicológico, nutricional e reabilitativo fazem parte da estratégia de cuidado.
Tratamento precoce ajuda a preservar a rotina
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova opção terapêutica para o tratamento da esclerose múltipla, ampliando as possibilidades de controle da doença. Atualmente, o Brasil dispõe de diversos medicamentos para o tratamento, e a escolha do tratamento é individualizada, considerando a agressividade da doença, efeitos colaterais e adesão do paciente.
De acordo com o especialista, iniciar o acompanhamento e o tratamento precocemente é decisivo para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de sequelas incapacitantes. “No passado, muitos pacientes evoluíam para formas progressivas e incapacitantes da doença. Hoje, com diagnóstico e tratamentos iniciados precocemente, é possível reduzir significativamente o acúmulo de incapacidades e preservar a qualidade de vida”, explica Sato.
Em resumo, diante de sintomas neurológicos persistentes, buscar avaliação médica o quanto antes é uma das medidas mais importantes para ampliar as chances de controle da doença e manter a rotina ativa por mais tempo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



