Terapia com animais abre novos caminhos para crianças com autismo
Especialistas destacam benefícios da Terapia Assistida por Animais no Dia Nacional do Orgulho Autista
Em 18 de junho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Orgulho Autista, data instituída pela Lei 15.365/26 que convida a sociedade a reconhecer a neurodiversidade, combater o estigma e avançar em políticas públicas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesse contexto, a Terapia Assistida por Animais (TAA) tem ganhado destaque como uma abordagem complementar que alia afeto e ciência no cuidado dessas pessoas.
Benefícios da Terapia Assistida por Animais
Segundo especialistas, a presença de animais treinados, como cães e cavalos, pode funcionar como uma ponte afetiva e terapêutica entre a criança, o profissional e o ambiente ao seu redor. Uma meta-análise envolvendo 16 estudos e 489 participantes apontou melhorias consistentes na interação social, comunicação e redução dos sintomas globais do TEA, especialmente quando a TAA é integrada a um plano terapêutico mais amplo e conduzida por profissionais capacitados.
Dentre as modalidades, a equoterapia apresenta evidências particularmente relevantes, com benefícios no funcionamento social e comportamental, habilidades de linguagem, cognição social e comunicação, além de redução de sintomas como irritabilidade e hiperatividade. A interação com o animal não é apenas recreativa, mas um recurso estruturado para estimular atenção, regulação emocional, coordenação, vínculo e participação ativa da criança.
Implementação clínica e experiências práticas
Algumas clínicas já incorporam a TAA em seus protocolos. Em Belo Horizonte, a Prima Cordis está implantando visitas de cães terapeutas nos atendimentos de psiquiatras e pediatras. Essa prática visa reduzir barreiras relacionais, favorecer a espontaneidade e tornar o processo terapêutico mais acolhedor e menos ameaçador para as crianças.
Além disso, relatos de famílias que convivem com animais mostram transformações positivas no comportamento e desenvolvimento das crianças com TEA, reforçando a importância da prática como parte do tratamento.
Debate sobre inclusão no SUS
O Projeto de Lei 4711/2023, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe a inclusão da Terapia Assistida por Animais no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com TEA, alterando a Lei Berenice Piana. A aprovação desse projeto ampliaria o acesso a essa modalidade terapêutica para famílias de menor renda, enfrentando barreiras financeiras que limitam o tratamento adequado.
Bem-estar animal e ética
O bem-estar dos animais envolvidos na TAA é fundamental para garantir a segurança e eficácia da terapia. Médicos-veterinários desempenham papel essencial na avaliação da saúde, treinamento e tratamento ético dos animais, assegurando que eles estejam aptos para participar das sessões terapêuticas.
Com o aumento da visibilidade e reconhecimento do autismo, a Terapia Assistida por Animais surge como uma abordagem complementar, individualizada e centrada na experiência da criança, que pode tornar o tratamento mais humano, lúdico e significativo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



