IA na saúde: médicos usam, pacientes também
Pesquisa com 551 médicos e 511 pacientes mostra avanço da inteligência artificial no cuidado, mas decisão final segue com o profissional.
A inteligência artificial já entrou de vez na rotina da saúde no Brasil — mas sem tirar o protagonismo do médico. Segundo pesquisa da Afya em parceria com a Conexa, 78% dos médicos brasileiros usam IA no dia a dia da profissão, enquanto 49% dos pacientes que recorrem à tecnologia a utilizam para buscar informações sobre sintomas, exames e medicamentos.
O estudo ouviu 551 médicos e 511 pacientes de todo o país, entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, com nível de confiança de 95%. Os dados mostram uma adoção ampla da ferramenta, mas também um cuidado importante: a supervisão humana continua indispensável.
Onde a IA já ajuda na prática médica
Entre os usos mais comuns apontados pelos médicos, estão a pesquisa de medicamentos, a busca de apoio para dúvidas clínicas e a consulta a evidências científicas. A tecnologia também aparece como aliada em tarefas menos visíveis, mas que consomem tempo, como preenchimento de relatórios, documentos e uso de prontuário por voz.
Na leitura do estudo, isso indica uma expectativa clara: liberar o profissional da burocracia para sobrar mais tempo para o atendimento. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que 63% dos médicos já corrigiram um erro gerado por IA antes de usar a informação no cuidado ao paciente.
Pacientes usam IA para entender melhor o que sentem
Do lado de quem busca atendimento, a inteligência artificial aparece como apoio informacional, e não como substituta da consulta. Entre os pacientes que usam a ferramenta em saúde, 66% a consultam para tirar dúvidas sobre sintomas, doenças ou diagnósticos. Outros 55% usam IA para interpretar exames e laudos, e 49% para entender melhor medicamentos.
O levantamento também mostra que a tecnologia é conhecida pela maioria: 95% dos entrevistados disseram conhecer IA e 79% já usaram ferramentas desse tipo no dia a dia. Ainda assim, a confiança no atendimento humano segue central quando o assunto é saúde.
O que preocupa os médicos
Além das oportunidades, a pesquisa aponta um ponto sensível: 37% dos médicos citam segurança e uso de dados como preocupação no uso da inteligência artificial na prática clínica. O cenário desenha uma convivência cada vez mais próxima entre tecnologia e medicina, mas com uma regra que segue valendo: a decisão final é do médico.
No recorte do estudo, a IA aparece como ferramenta de apoio, capaz de organizar informações, acelerar tarefas e ajudar pacientes a chegarem mais preparados à consulta. O desafio, agora, é garantir uso crítico, seguro e baseado em evidências.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



