Desafio da Amazônia une ciência e bioeconomia

Iniciativa do Idesam com Natura e parceiros internacionais abre inscrições para inovadores e especialistas em P&D até 30 de junho

O Idesam lançou o Desafio Bioinovação Amazônia, uma iniciativa internacional inédita que busca transformar o conhecimento científico sobre a biodiversidade amazônica em produtos e negócios de impacto global. A ação, que conta com financiamento do Bezos Earth Fund e parceria da Penn State University (EUA), da Rede Terra do Meio, da COOPEACRE e da Natura, está com inscrições abertas até 30 de junho de 2026.

O programa convida especialistas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e inovadores com experiência na biodiversidade amazônica para solucionar seis desafios nos setores de alimentação, cosméticos e novos materiais verdes. As matérias-primas utilizadas incluem castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa.

Estrutura do programa

O Desafio Bioinovação Amazônia é dividido em quatro fases: seleção online de talentos, formação de equipes e design da solução, imersão e validação (com residência científica de 15 dias na Amazônia, incluindo cerca de 10 dias em Manaus e cinco dias em comunidades rurais) e cerimônia presencial de premiação. Todos os custos da imersão são subsidiados.

Durante o programa, os participantes recebem suporte técnico, mentoria especializada e acesso a laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) para validar tecnologias e modelos de negócio.

Perfis buscados

  • Inovadores: profissionais com experiência comprovada em biodiversidade amazônica, que residam ou atuem na região e tenham interesse em empreendedorismo ou licenciamento de tecnologia. Esta categoria é exclusiva para cidadãos brasileiros.
  • Especialistas em P&D: profissionais com experiência internacional nos setores de cosméticos, alimentos ou materiais de base biológica, disponíveis para mentoria presencial e remota durante o programa.

Serão selecionados 25 especialistas em P&D e 25 inovadores, que formarão 25 equipes. Dessas, 10 avançarão para a fase de imersão, recebendo bolsas de estudo e suporte técnico. Ao final, uma banca avaliadora escolherá as três equipes vencedoras.

Bolsas, apoio e premiação

Os 10 times selecionados para a imersão receberão bolsas mensais para inovadores que variam de R$ 3.500 a R$ 7.500 por seis meses, conforme o nível de formação, e grants para especialistas em P&D entre US$ 650 e US$ 1.300 mensais, também por seis meses.

Cada equipe contará com um fundo de validação de R$ 100 mil para insumos, reagentes e testes especializados, além de mentoria em desenvolvimento de produtos, propriedade intelectual, mercado e bioeconomia amazônica. Passagens e hospedagem em Manaus serão custeadas para os membros das equipes selecionadas.

Na premiação final, os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro de R$ 200 mil, R$ 150 mil e R$ 100 mil, respectivamente. Os vencedores também se tornarão parceiros da Zôma, geradora de negócios do Idesam dedicada à nova economia da floresta, com suporte jurídico para adequação à Lei da Biodiversidade, acesso a redes de mercado e apoio estratégico contínuo para a criação do negócio.

Impacto e inovação

O projeto busca unir ciência de ponta, conhecimento local e bioeconomia para criar um novo modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia, que valorize a floresta em pé e gere benefícios diretos para as comunidades tradicionais e as cadeias produtivas locais. A iniciativa destaca-se por promover inovação com alto valor agregado, subvertendo a lógica histórica da floresta como mera fornecedora de matéria-prima.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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