CNI apresenta agenda para modernizar relações de trabalho a pré-candidatos

Documento será entregue em evento em Brasília com propostas sobre legislação, previdência, saúde e futuro do trabalho

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai apresentar a pré-candidatos à Presidência da República uma agenda para avançar na modernização das relações de trabalho no Brasil. O conjunto de propostas está reunido no documento Construindo o Brasil 2050 – a indústria na agenda dos presidenciáveis, que será entregue em evento no dia 22 de junho, em Brasília.

Segundo a CNI, embora a reforma trabalhista tenha promovido avanços importantes, o processo de modernização ainda não está concluído. Persistem normas antigas, lacunas na legislação, interpretações divergentes e custos relacionados a obrigações não remuneratórias que dificultam contratações e a atividade produtiva.

Propostas para avançar

A agenda da CNI está estruturada em quatro frentes principais: legislação trabalhista e segurança jurídica; previdência; futuro do trabalho; e saúde e segurança no trabalho. O objetivo é criar um ambiente regulatório mais claro, seguro e equilibrado, capaz de estimular a geração de empregos, a produtividade e a competitividade das empresas.

Dentre as propostas, destacam-se a simplificação de burocracias, o fortalecimento de mecanismos para prevenção e solução de conflitos, o reconhecimento de novas formas de contratação e a regulamentação do trabalho multifunção, que permite a capacitação e contratação de colaboradores para executar múltiplas atividades.

No âmbito social, a CNI sugere alinhar políticas de empregabilidade a programas como o Bolsa Família, reforçando a busca ativa por emprego como condição para permanência no programa. Também propõe aperfeiçoar as regras de aprendizagem e contratação de pessoas com deficiência, considerando a diversidade regional e setorial do país.

Judicialização, previdência e tecnologia

O documento destaca o aumento das ações trabalhistas nos últimos anos. Em 2025, foram distribuídos 2,3 milhões de novos processos trabalhistas, o maior volume desde a reforma trabalhista, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST). As empresas pagaram mais de R$ 50 bilhões em ações trabalhistas, um recorde na história da Justiça do Trabalho.

Para a CNI, a judicialização excessiva gera incertezas que desestimulam investimentos e prejudicam a produtividade. Na área previdenciária, a entidade defende a harmonização das regras trabalhistas, previdenciárias e de saúde e segurança no trabalho, além de soluções para o chamado limbo previdenciário, que garante a manutenção do benefício enquanto o trabalhador não pode retornar ao trabalho.

Outro foco é o futuro do trabalho, especialmente diante das transformações trazidas pela inteligência artificial e outras tecnologias. A CNI destaca a necessidade de investir em qualificação da força de trabalho, segurança jurídica e inovação para aumentar a produtividade e evitar exclusão.

Evento com pré-candidatos

No dia 22 de junho, a CNI promove o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, em Brasília, que reunirá pré-candidatos e lideranças da indústria para debater os desafios e oportunidades para o desenvolvimento do país. Já confirmaram presença Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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