Fotografia artesanal ganha espaço na era da IA

Maria Ribeiro aposta em tempo, presença e processos mais humanos para criar imagens que valorizam autenticidade em vez de velocidade.

Nunca se produziram tantas imagens como na atualidade, impulsionadas pela inteligência artificial que cria retratos e cenários em segundos. Paralelamente, a velocidade tornou-se marca da vida contemporânea, com respostas imediatas e consumo instantâneo. Contudo, cresce um movimento que valoriza a desaceleração, o feito à mão e as conexões presenciais.

É nesse contexto que a fotógrafa Maria Ribeiro desenvolveu uma abordagem que privilegia a presença, a escuta e o encontro real. Após anos em grandes produções publicitárias, ela optou por um caminho que foge da lógica acelerada dos sets, buscando um processo criativo mais humano e artesanal.

“O tempo que não é o meu nunca fez sentido para mim. Em uma era em que tudo precisa acontecer rápido, minha alma pede tempo, meu corpo pede respiro e minha arte pede calma”, afirma Maria.

Um estúdio pensado para desacelerar

Maria substituiu a dinâmica das grandes produções por um home estúdio onde cada sessão ocorre sem pressa, em um ambiente acolhedor e pensado para troca. O espaço reúne peças artesanais e objetos de diferentes partes do mundo, criando uma atmosfera que valoriza a história e a conexão.

Assim, a experiência fotográfica começa muito antes do clique, com um acolhimento que permite que cada mulher se sinta confortável e que a imagem final reflita essa autenticidade.

“Em meio ao caos, fui construindo uma existência mais próxima das artesanias, dos encontros presenciais, da natureza e das pessoas ao meu redor. Hoje, a fotografia nasce dessa conexão.”

Quando a tecnologia não substitui o encontro

Para Maria, a inteligência artificial não diminui a importância do olhar humano. Pelo contrário, em um momento em que imagens podem ser geradas rapidamente, experiências autênticas ganham ainda mais valor.

“Não vejo a tecnologia como uma inimiga. Mas acredito que existem coisas que ela não substitui: a troca, a escuta, a vulnerabilidade, as histórias que surgem quando duas pessoas se encontram de verdade. É isso que dá profundidade a uma fotografia.”

Essa perspectiva também orienta sua estética, que não busca a imagem perfeita, mas sim a essência verdadeira de cada pessoa, capturada quando ela se sente à vontade para ser quem é.

Maria acredita que desacelerar deixou de ser apenas uma escolha pessoal para se tornar uma necessidade coletiva, refletindo uma transformação que ganha força entre criativos e profissionais de diversas áreas, que buscam processos conscientes e relações humanas mais profundas.

“Nem tudo precisa estar pronto em três segundos. Nem tudo precisa acontecer imediatamente. Algumas histórias pedem tempo. Algumas conexões pedem presença. E algumas imagens só existem porque alguém decidiu desacelerar para enxergá-las.”

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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