Serious games crescem com foco em saúde e inclusão
Jogos sérios ganham espaço em educação, terapias e acessibilidade, e projetos da PUCPR mostram como o setor vai além do entretenimento.
Nem todo jogo existe só para divertir. Os serious games, ou jogos sérios, vêm ganhando espaço justamente por unirem engajamento e propósito em áreas como saúde, educação, inclusão e bem-estar emocional. O movimento acompanha um mercado em expansão: segundo a Mordor Intelligence, o setor global deve crescer de US$ 14,06 bilhões para US$ 43,65 bilhões até 2029.
Além de serem usados em contextos terapêuticos e educativos, esses jogos também ajudam a repensar o próprio design de experiências digitais. A ideia é simples, mas poderosa: cada escolha de interface, mecânica e narrativa pode ser pensada para ensinar, acolher ou desenvolver habilidades específicas.
Jogos que ajudam a aprender, sentir e incluir
Na prática, os serious games já atendem demandas de saúde, educação, segurança pública, recursos humanos e bem-estar. E também vêm sendo adaptados para ampliar o acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual, além de públicos neurodivergentes.
Segundo o professor Rafael Lagos, do curso de Jogos Digitais da PUCPR, os jogos podem estimular empatia, cooperação, interação, autorregulação, tolerância à frustração e persistência. Para ele, pensar o jogo como ferramenta de aprendizagem muda o modo como a criação é desenvolvida.
Projetos da PUCPR mostram essa virada
Entre os exemplos apresentados por estudantes da universidade está o Questão Social, um jogo de tabuleiro voltado para crianças neurodivergentes. Inspirado no Método Denver de Intervenção Precoce, o projeto busca trabalhar interação social, cooperação, autonomia, respeito ao tempo de espera e resolução de conflitos em grupos de duas a quatro crianças acompanhadas por profissionais da saúde.
Outro projeto é o Lembrança em Flores, um jogo digital do tipo point-and-click criado para crianças de 7 a 11 anos que precisam lidar com o luto. A narrativa acompanha Luna, uma menina que enfrenta a perda do avô, e propõe desafios interativos que ajudam a nomear emoções como saudade, tristeza e raiva.
O professor Bruno Campagnolo, coordenador do curso de Jogos Digitais da PUCPR, afirma que empresas, hospitais, escolas e ONGs buscam cada vez mais profissionais capazes de criar experiências interativas com propósito. Segundo ele, a formação aproximada do mercado faz com que muitos estudantes saiam da universidade já empregados.
Evento gratuito mostra mais de 40 jogos
Esses projetos poderão ser vistos no PUCPR Game Show 2026, mostra gratuita e aberta ao público que reúne trabalhos desenvolvidos ao longo do semestre. O evento acontece nos dias 22 e 23 de junho, no Centro de Realidade Estendida da PUCPR, em Curitiba, e terá mais de 40 jogos para o público conhecer, testar e avaliar.
Na segunda-feira, dia 22, a programação será das 9h às 13h. Na terça-feira, dia 23, acontece das 15h às 22h30. A proposta é aproximar visitantes dos bastidores da criação de games e mostrar como esse universo pode ir muito além do entretenimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



