Reconstrução mamária no SUS pode ganhar mais especialistas

SBM propõe cursos de formação para ampliar o acesso à cirurgia no programa Agora Tem Especialistas e melhorar o atendimento a pacientes com câncer de mama.

A reconstrução mamária pode ganhar novo impulso no Sistema Único de Saúde (SUS). A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) encaminhou ao Ministério da Saúde uma proposta para ampliar a formação de médicos mastologistas e, com isso, aumentar a oferta desse tipo de cirurgia para pacientes atendidas na rede pública.

A iniciativa se conecta ao programa federal Agora Tem Especialistas, criado para reduzir filas por consultas, exames e cirurgias especializadas no SUS. Na área da saúde da mulher, o programa já atua na prevenção e no diagnóstico do câncer de mama, com exames como mamografia, ultrassonografia mamária bilateral, punção por agulha grossa, biópsia/exérese de nódulo de mama e exame anatomopatológico de mama.

O que a SBM propõe

Segundo o material divulgado, a SBM quer formalizar um termo de cooperação técnica para cursos de especialização em reconstrução mamária. A proposta também inclui atualizar um documento que oriente a formação de médicos residentes em Mastologia no Brasil.

O objetivo é permitir que mais especialistas estejam preparados para realizar procedimentos mais complexos, inclusive no contexto do programa federal. De acordo com José Pereira Guará, coordenador do Departamento de Residência Médica da SBM, a intenção é contar com profissionais especializados em reconstrução mamária para atuar no Agora Tem Especialistas.

Como é a formação no Brasil

No texto, a SBM destaca que o Brasil tem um modelo próprio de formação em Mastologia, diferente do adotado nos Estados Unidos e em países europeus. A residência médica na área dura dois anos e é voltada a profissionais que já concluíram treinamento em Cirurgia Geral ou em Obstetrícia e Ginecologia.

O currículo inclui habilidades clínicas, diagnóstico por imagem e treinamento cirúrgico em diferentes níveis de complexidade. Entre os procedimentos citados estão cirurgias oncológicas clássicas, técnicas oncoplásticas, uso de pedículos de mamoplastia, retalhos locais e miocutâneos, lipoenxertia e implantes.

Além da residência, o país também investe em cursos especializados em cirurgia oncoplástica, que ajudaram a ampliar as técnicas reconstrutivas em todo o território nacional.

Para a SBM, fortalecer essa formação pode significar não apenas mais acesso à cirurgia, mas também tratamentos com melhores resultados estéticos e funcionais para pacientes com câncer de mama atendidas pelo SUS.

Em um cenário em que o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama exigem rapidez e cuidado, ampliar a rede de especialistas pode fazer diferença no percurso de muitas mulheres dentro da saúde pública.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 70 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar