Livros ajudam jovens a desenvolver inteligência emocional
Especialistas explicam como a literatura estimula empatia, senso crítico e reflexão em crianças e adolescentes, longe do excesso de telas.
Em meio ao excesso de telas, a leitura volta ao centro da conversa quando o assunto é desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes. Segundo especialistas citados no material, os livros vão muito além do vocabulário e da interpretação: eles ajudam a formar empatia, senso crítico, criatividade e capacidade de reflexão.
Por que a literatura faz diferença?
A psicóloga clínica e escolar Camila da Silva Conceição, da Legacy School, explica que histórias capazes de despertar emoções e identificação ampliam a compreensão do outro e dos próprios sentimentos. Ela afirma: “Quando o aluno se conecta emocionalmente com uma narrativa, ele também amplia sua capacidade de compreender o outro, elaborar sentimentos e desenvolver senso crítico”.
Na mesma linha, a pedagoga Taís Guimarães destaca que obras literárias que provocam reflexão podem ter impacto duradouro na aprendizagem. “São livros que estimulam o hábito da leitura porque criam vínculo afetivo com o leitor. Quando a criança ou o adolescente se sente tocado pela história, a leitura deixa de ser obrigação e passa a ser descoberta”, afirma.
Clássicos que continuam atuais
O material destaca três obras que seguem presentes no imaginário de diferentes gerações. Em O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a narrativa simples abre espaço para reflexões sobre vínculos, infância e o que realmente importa. Já O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, traz a resistência humana diante das adversidades, da solidão e da dignidade em situações extremas.
No Brasil, O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, permanece emocionante ao tratar de infância, afeto, abandono e amadurecimento. São livros que continuam sendo usados em contextos educacionais justamente porque falam de sentimentos universais de forma acessível.
Nova leitura com foco em empatia
Entre os lançamentos citados está A Samira e o Deserto, do poeta Augusto Branco, previsto para chegar às livrarias em 2026. O livro é apresentado como uma fábula contemporânea sobre empatia, superação e amadurecimento.
Na história, Arthur, um menino humilde, se aproxima de um paisagista solitário conhecido como “Velho das Areias”. Aos poucos, ele descobre que o homem é Guilherme Henrique, um artista da natureza que transformou jardins da cidade em obras de poesia. A amizade entre os dois sustenta uma narrativa sobre dor, recomeço e gestos de bondade.
Num cenário em que crianças e jovens passam cada vez mais tempo diante das telas, a leitura aparece como uma ferramenta importante para cultivar valores, ampliar repertório emocional e abrir espaço para conversas que importam dentro e fora da escola.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



