Telesserviços: porta de entrada da Geração Z para as big techs
Setor conecta jovens a IA, dados, marketing digital e experiência do cliente
Para muitos jovens da Geração Z, trabalhar em grandes empresas de tecnologia é um sonho, mas o setor de Telesserviços tem se mostrado uma rota acessível para ingressar nesse universo, especialmente para quem está iniciando a carreira.
Transformação do setor
As operações de atendimento evoluíram e hoje envolvem inteligência artificial, automação, plataformas digitais, análise de dados, marketing digital e experiência do cliente. Isso aproxima os profissionais em início de carreira das ferramentas e processos usados pelas principais empresas da economia digital.
De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), mais de 60% dos trabalhadores do setor têm entre 18 e 29 anos, evidenciando o papel do segmento como um importante empregador de jovens e uma porta para o desenvolvimento profissional.
Trajetórias que ilustram a mudança
Lincoln Fernandes Bora ingressou no setor aos 18 anos e hoje, aos 28, é especialista em consultoria digital na Concentrix. Ele passou por áreas como atendimento, qualidade e experiência do usuário em projetos para telecomunicações, varejo e serviços digitais. “Quando comecei, muita coisa era manual. Hoje, temos IA, ferramentas inteligentes e tecnologias que ajudam a personalizar toda a jornada do cliente”, destaca.
Carolina Ramalho Cardoso, formada em Publicidade e Propaganda, entrou na Atento em 2019 como analista de atendimento em uma operação de uma grande plataforma financeira digital. Poucos meses depois, foi promovida e atualmente lidera equipes em uma operação vinculada a uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Ela ressalta que a rotina envolve plataformas digitais e análise de performance constantemente, e que a inteligência artificial apoia análises, desenvolvimento de campanhas e treinamentos personalizados.
Atração e desenvolvimento dos jovens
Além da proximidade com tecnologia, o setor oferece mobilidade entre áreas e aprendizado contínuo. Lincoln destaca que o mercado não é estático e permite desenvolver comunicação, capacidade analítica e tomada de decisão.
Carolina considera o setor uma escola prática para jovens interessados em tecnologia e marketing digital, com treinamentos intensos que preparam profissionais para migrar para empresas de tecnologia ou abrir suas próprias agências.
Segundo a ABT, o avanço das plataformas digitais e da inteligência artificial tem transformado o perfil das operações, ampliando oportunidades em setores como telecomunicações, varejo, serviços financeiros, tecnologia e comércio eletrônico. Para a Geração Z, isso representa uma entrada concreta em um mercado conectado ao futuro do trabalho.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



