Empreender com doença rara exige pausa e estratégia

Ricardo Jacobs fala sobre porfiria aguda intermitente, rotina empresarial e a nova etapa do tratamento com células-tronco.

Conciliar negócios e saúde já é desafiador. Quando entra em cena uma doença rara, essa rotina ganha ainda mais complexidade. É o caso de Ricardo Jacobs, empreendedor, investidor e empresário, que convive há anos com porfiria aguda intermitente e precisou adaptar a forma de liderar, decidir e seguir trabalhando.

A história chama atenção porque vai além do universo corporativo: mostra como uma condição de saúde pode mexer com prioridades, ritmo e até com a relação com o próprio trabalho. Em meio a crises, internações e tratamentos, Ricardo manteve a atuação em diferentes frentes empresariais e passou a reforçar a importância de não concentrar tudo em uma única pessoa.

Quando a saúde muda o jeito de liderar

Na prática, a experiência fez o empresário repensar o que significa tocar um negócio. Segundo ele, quando a saúde impõe limite, é preciso ter equipe, processo e gente de confiança para que a empresa siga funcionando mesmo sem a presença constante do dono.

Essa visão conversa com uma realidade comum a muitas mulheres empreendedoras: a necessidade de delegar, organizar e criar estruturas sustentáveis para não depender apenas da própria força.

Ricardo também destaca que, em alguns momentos, decisões importantes precisaram ser tomadas do hospital. Em outros, a prioridade foi atravessar o dia respeitando o tratamento e reorganizando a agenda. A doença, portanto, não eliminou os planos, mas alterou a forma de conduzi-los.

Uma trajetória marcada por negócios e recomeços

Ao longo da carreira, Ricardo trabalhou em áreas como administração, finanças, indústria, expansão de marcas, eventos, entretenimento e investimentos. Ele passou por operações como a S.L. Toalheiro, participou de projetos de expansão de marcas, incluindo a Devassa, e palestrou para grupos como Embraer, Odebrecht, Braskem e Grupo Neoenergia.

Hoje, está à frente de negócios ligados a eventos e experiências, como RJ Events, Espaço de Eventos e Landmark, responsável por operações como High Club e The Home.

Nos últimos anos, porém, a rotina empresarial passou a dividir espaço com a batalha pela saúde. A porfiria exigiu adaptações, pausas e apoio de pessoas próximas. Agora, Ricardo iniciou uma nova etapa com tratamento com células-tronco, que ele vê como uma possibilidade de recomeço após seis anos de desafios ligados à doença.

O peso invisível de tratar uma doença rara

Além do impacto físico e emocional, há também a barreira financeira. Por ser um procedimento de alto custo, o tratamento exige planejamento, acesso a profissionais qualificados e informação segura.

O caso ajuda a lembrar que, por trás de metas, contratos e reuniões, existe uma pessoa tentando conciliar fé, responsabilidade e vontade de continuar. E que liderança não precisa ser sinônimo de invulnerabilidade.

No fim, a trajetória de Ricardo Jacobs mostra que empreender com uma doença rara não é sobre ignorar limites. É sobre aprender a caminhar com eles, reorganizar o rumo quando necessário e construir negócios que possam seguir em frente com estrutura e apoio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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