Audiolivro Dias de Sol traz deficiência com humor e leveza
Obra de Thais Pessanha aborda Osteogênese Imperfeita, capacitismo e inclusão com narração de Juliana Caldas
Como contar a própria história quando o corpo é alvo de olhares, barreiras e estereótipos? Em Dias de Sol, a escritora Thais Pessanha responde com humor, ironia e franqueza. O livro ganhou versão em audiolivro pela Ubook, lançado em 28 de maio, com narração da atriz Juliana Caldas.
A obra reúne crônicas autobiográficas que percorrem a infância, adolescência e vida adulta da autora, marcada pela convivência com a Osteogênese Imperfeita, uma condição genética rara conhecida como doença dos “ossos de vidro”. Em vez de transformar sua vivência em drama, Thais aposta em relatos do cotidiano para falar de capacitismo, inclusão e pertencimento.
Humor para falar de uma realidade pouco acessível
Com mais de 300 fraturas ao longo da vida, Thais constrói uma narrativa que não esconde a dor, mas também não a reduz a um único aspecto. Entre episódios como uma ida caótica à praia, uma aventura em escadas rolantes e uma tarde no shopping que vira sequência de perrengues, ela mostra como situações comuns expõem o quanto a sociedade ainda está despreparada para diferentes corpos.
Segundo o material de divulgação, a proposta é olhar para a deficiência com mais honestidade, menos clichê e mais escuta. A autora resume esse gesto: “Não é banalizar a doença, e sim aprender a tratá-la com a naturalidade e leveza devidas”.
Uma narração com identificação
A escolha de Juliana Caldas para a narração reforça o sentido da obra. Atriz com mais de 15 anos de carreira no teatro, televisão e cinema, ela traz à leitura uma identificação que vai além da técnica. Juliana destaca a honra de dar voz às histórias de Thais e relaciona a experiência à realidade da pessoa com deficiência.
Além do audiolivro, Dias de Sol se conecta à trajetória de Thais como escritora, curadora, mediadora literária e ativista. Ela é vencedora do Prêmio Literário Clarice Lispector, idealizadora do Clube de Leitura Ossos de Pássaro — finalista do Prêmio Jabuti 2025 — e foi condutora das Tochas Olímpica e Paralímpica na Rio 2016.
Por que vale prestar atenção
Mais do que um livro sobre doença, Dias de Sol é um convite para rever a forma como a deficiência é vista e narrada. Ao juntar memória, humor e crítica social, a obra amplia o debate sobre representatividade sem perder a leveza.
Para quem busca histórias reais, sensíveis e fora do óbvio, o lançamento é uma obra que merece atenção. E também lembra uma ideia simples: rir pode ser, sim, uma forma de resistência.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



