Fadiga e dores podem ser sinais de doenças autoimunes

Condições são mais frequentes em mulheres e costumam ter diagnóstico tardio, porque os primeiros sintomas parecem comuns demais.

Cansaço que não passa, dores pelo corpo, queda de cabelo, formigamentos e até mudanças na visão podem parecer apenas estresse. No entanto, esses sintomas podem indicar o início de doenças autoimunes — condições em que o sistema imunológico ataca o próprio organismo. O alerta é especialmente importante para as mulheres, que representam a maioria dos casos e frequentemente enfrentam diagnóstico tardio.

Sintomas comuns que merecem atenção

As doenças autoimunes afetam entre 5% e 8% da população mundial, com risco até quatro vezes maior entre mulheres, principalmente entre 30 e 40 anos. O desafio está no fato de que os primeiros sinais são inespecíficos e muitas vezes atribuídos à sobrecarga da rotina, estresse e acúmulo de funções, o que pode atrasar a busca por atendimento médico e o diagnóstico correto.

Quando o corpo dá sinais mais claros

O lúpus é uma das doenças autoimunes mais conhecidas, afetando principalmente mulheres jovens, com diagnóstico que pode levar de três a seis anos. Entre os sintomas estão lesões de pele no rosto, vermelhidão, dor articular, fadiga persistente e queda de cabelo. A reumatologista Ana Cristina Boni Lenci, do Hospital São Marcelino Champagnat, destaca que sintomas como fadiga, febre e dores no corpo são frequentemente confundidos com estresse, o que atrasa o encaminhamento ao especialista adequado.

Outras doenças também apresentam sinais que podem passar despercebidos. A artrite reumatoide causa rigidez matinal e dificuldade para movimentos simples, enquanto a síndrome de Sjögren provoca secura intensa nos olhos e boca, sem melhora com hidratação. No campo neurológico, a esclerose múltipla e a miastenia gravis manifestam-se com alterações visuais, perda de força, formigamentos e fraqueza muscular flutuante.

Por que isso acontece

As causas das doenças autoimunes ainda não são totalmente conhecidas, mas envolvem fatores genéticos, hormonais e ambientais. Infecções, estresse, exposição a agentes externos e variações hormonais podem atuar como gatilhos em pessoas predispostas, explicando a maior frequência em mulheres e o surgimento em fases específicas da vida.

Especialistas reforçam que sintomas persistentes não devem ser naturalizados. A investigação precoce é fundamental para o controle da doença e a preservação da qualidade de vida. Com acompanhamento adequado, é possível conviver bem com a condição e evitar complicações graves.

O tema ganhou visibilidade com figuras públicas como Selena Gomez, Selma Blair e Cláudia Rodrigues, que contribuíram para ampliar o debate sobre doenças autoimunes e diagnóstico tardio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 77 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar