Doenças silenciosas pedem diagnóstico antes das crises
Hipertensão, diabetes e distúrbios hormonais podem evoluir sem sintomas claros; consultas de rotina ajudam a detectar cedo e evitar complicações.
Hipertensão, diabetes tipo 2 e distúrbios hormonais estão entre as doenças que podem avançar por muito tempo sem diagnóstico. O alerta é importante porque, quando esses quadros são descobertos tarde, o tratamento costuma ser mais complexo e o risco de complicações aumenta.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Hipertensão estima que cerca de 30% dos adultos sejam hipertensos, o que representa mais de 30 milhões de pessoas. Entre idosos, esse percentual pode ultrapassar 50%. Já o diabetes também preocupa: segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o país ocupa a sexta posição no ranking mundial de pessoas com a doença e a terceira no caso do diabetes tipo 1.
Quando o corpo dá sinais discretos
Um dos principais desafios dessas doenças é que elas nem sempre dão sinais claros no começo. “A ausência de sintomas evidentes nas fases iniciais é o que torna essas doenças tão perigosas. O paciente se sente bem, não procura atendimento e, quando chega ao médico, muitas vezes já apresenta complicações como problemas renais, cardíacos ou neurológicos”, explica Mario Alexandre, Clínico Geral parceiro da SegMedic.
Esse raciocínio também vale para distúrbios hormonais como hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos (SOMP) e resistência insulínica. Nesses casos, os sintomas podem parecer comuns do dia a dia: cansaço crônico, ganho de peso, queda de cabelo, alterações de humor e ciclos menstruais irregulares.
O que muitas mulheres sentem sem ligar ao diagnóstico
Entre as queixas que costumam ser normalizadas, algumas merecem atenção especial, principalmente quando persistem por muito tempo. “É muito comum a paciente chegar ao consultório após anos relatando sintomas que foram tratados como estresse ou sedentarismo, quando na verdade havia um distúrbio hormonal não identificado. A SOMP, por exemplo, é uma das causas mais frequentes de infertilidade e síndrome metabólica, e ainda assim segue sendo subdiagnosticada”, aponta Mayara Victoria, ginecologista parceira da SegMedic.
O problema não é apenas individual. O subdiagnóstico também sobrecarrega o sistema de saúde, já que a falta de prevenção leva mais pessoas a buscarem atendimento quando a doença já está avançada.
Prevenção muda o cenário
Segundo o material, consultas de rotina, exames laboratoriais simples e acompanhamento periódico podem ajudar a identificar a maioria desses quadros antes que eles tragam consequências mais graves. O ponto central é simples: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida.
Para muitas mulheres, isso significa não aceitar sintomas como “normais” e buscar avaliação quando o corpo começa a mudar. A prevenção, nesse caso, pode fazer diferença real no futuro da saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



