Dia dos Namorados: o pet vira terceiro elemento

Psicóloga explica por que cães e gatos ganharam espaço central nos relacionamentos e como diferenças sobre os pets podem virar conflito.

No Dia dos Namorados, o “terceiro elemento” da relação deixou de ser só assunto de meme: para muitos casais, ele tem quatro patas. Cães e gatos passaram a ocupar um espaço afetivo central dentro das famílias brasileiras, influenciando a rotina, os planos e até a compatibilidade entre parceiros.

Segundo a psicóloga e especialista em luto pet Natália Nigro de Sá, fundadora da Laika Assistência e Funeral Pet, os animais de estimação hoje têm um papel importante na estrutura emocional dos lares. “Os pets passaram a ocupar um lugar muito significativo na estrutura emocional das famílias. Para muitos casais, eles representam projetos de vida compartilhados, responsabilidades conjuntas e importantes fontes de afeto. Não é exagero dizer que, em muitos lares, eles fazem parte da identidade familiar”, afirma.

Quando o amor pelo pet revela diferenças na relação

A presença dos animais dentro da casa acompanha mudanças no comportamento das famílias. Com casais adiando a decisão de ter filhos, ou optando por não tê-los, os pets ganharam ainda mais relevância na vida a dois.

Na prática, isso faz com que decisões aparentemente simples possam virar fonte de atrito. Dormir ou não com o animal na cama, dividir gastos com saúde e bem-estar, organizar os cuidados diários e definir quem assume mais responsabilidades são alguns dos pontos que podem gerar tensão.

“Assim como acontece quando um casal possui visões diferentes sobre filhos, também podem surgir dificuldades quando uma pessoa considera os animais parte da família e a outra não compartilha da mesma percepção. Não se trata apenas de gostar ou não gostar de pets. Estamos falando de valores, estilo de vida e expectativas sobre o futuro”, explica Natália.

Segundo ela, quando há alinhamento, o pet fortalece o vínculo do casal, estimulando afeto, cooperação e momentos de conexão. Mas, quando as visões são muito diferentes, o animal pode acabar expondo conflitos que já existiam na relação.

O tema também aparece depois das separações

A importância dos pets na vida afetiva dos brasileiros também se reflete em discussões jurídicas sobre guarda compartilhada, visitas e divisão de despesas após separações. Embora a legislação ainda esteja em evolução, decisões judiciais vêm reconhecendo, cada vez mais, os vínculos emocionais entre tutores e animais.

Para a psicóloga, isso mostra uma mudança cultural mais ampla. “Os pets ocupam hoje um espaço afetivo legítimo. Eles participam das rotinas, das celebrações, das viagens e dos momentos difíceis. Quando entendemos a importância desse vínculo, compreendemos também por que eles se tornaram um tema tão relevante dentro dos relacionamentos contemporâneos”, conclui.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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