Saúde emocional feminina reúne mais de 500 mulheres
Encontro online do programa Mulheres Cooperativistas discutiu autoestima, padrões emocionais e impacto da infância na vida adulta.
Mais de 500 mulheres participaram de uma nova edição do programa Mulheres Cooperativistas, promovido pela Unicred, em um encontro online voltado à saúde emocional feminina. O debate colocou em pauta autoestima, padrões emocionais, liderança e a forma como experiências da infância podem influenciar escolhas na vida adulta.
Reflexões sobre autoestima e padrões emocionais
Com o tema “Quem está liderando você: seu chamado, seu propósito ou suas feridas?”, a palestra foi conduzida pela mentora, psicóloga e palestrante Juliana do Nascimento. Durante a conversa, ela explicou como relações familiares, crenças inconscientes e necessidades de aprovação podem interferir em decisões ligadas à carreira, aos relacionamentos e à autoconfiança.
A especialista destacou que muitos comportamentos repetitivos nascem de fatores emocionais pouco percebidos no dia a dia, como o medo da rejeição e a sobrecarga emocional. Para ela, reconhecer esses padrões é um passo importante para ampliar a consciência e fortalecer uma liderança mais autêntica e saudável.
Participação de várias cidades e conexão online
A programação reuniu mulheres de cidades como Florianópolis, Blumenau, Joinville, Porto Alegre, Manaus, Chapecó e Caxias do Sul. Uma das participantes acompanhou a transmissão diretamente de Toronto, no Canadá, mostrando o alcance da iniciativa em formato digital.
Na abertura, Amanda Ávila, assessora de Marketing da Unicred Vale, falou sobre a proposta do programa de estimular conexões entre mulheres de diferentes regiões e trajetórias. Ela também relacionou o cooperativismo à transformação social e citou a trajetória da escritora Cora Coralina, lembrando que ela publicou o primeiro livro aos 75 anos.
“O meu desejo é que a gente consiga reacender coisas que já existem dentro de nós e transformar isso na nossa maior potência”, afirmou Amanda.
Um exemplo pessoal para falar de padrões herdados
Ao longo da palestra, Juliana do Nascimento usou experiências pessoais para ilustrar como referências familiares podem influenciar atitudes cotidianas. Um dos exemplos foi a dificuldade que tinha em dançar, mesmo gostando de música e tendo feito aulas ao lado do marido. Segundo ela, o bloqueio estava ligado ao fato de nunca ter visto os pais ou outras mulheres da família dançando.
“Nunca vi meus pais dançando. Quando percebi isso, entendi que não era falta de vontade ou capacidade. Era um padrão emocional”, relatou a palestrante.
O encontro também contou com interação ao vivo e sorteio do livro “O Mapa da Felicidade”, de Heloísa Capelas. Criado em 2022, o programa Mulheres Cooperativistas amplia debates sobre desenvolvimento feminino, carreira e autoconhecimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



