Junho Laranja e Vermelho alertam para leucemia
Campanhas de junho reforçam diagnóstico precoce da leucemia e a importância da doação de sangue, essencial no tratamento de pacientes oncológicos.
Junho reúne duas campanhas de saúde que se complementam: o Junho Laranja, voltado à conscientização sobre leucemia e anemia, e o Junho Vermelho, que incentiva a doação de sangue. A ligação entre elas é direta, já que pacientes em tratamento oncológico, especialmente os com leucemia, frequentemente dependem de transfusões durante o tratamento.
Diagnóstico precoce faz diferença
O alerta ganha ainda mais força porque a leucemia pode evoluir rapidamente quando não é identificada a tempo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de cerca de 11 mil novos casos por ano no Brasil entre 2023 e 2025. A doença atinge os glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo.
Entre os exames que ajudam na investigação inicial está o hemograma, considerado simples, acessível e fundamental para detectar alterações no sangue. “O hemograma é um importante aliado no rastreamento de alterações que merecem investigação. Muitas vezes, alterações nas células do sangue aparecem antes mesmo de sintomas mais evidentes”, explica o oncologista e hematologista do IOP, Dr. Eduardo Cilião Munhoz.
Sintomas que merecem atenção
Os sinais de alerta para leucemia podem ser confundidos com outros problemas de saúde, o que reforça a importância da avaliação médica. Entre os sintomas citados estão:
– fadiga intensa;
– palidez;
– febre persistente;
– perda de peso sem causa aparente;
– manchas roxas pelo corpo;
– sangramentos frequentes;
– dores ósseas;
– infecções recorrentes.
Quando o diagnóstico é feito cedo, aumentam as chances de sucesso terapêutico. Nos últimos anos, a oncologia e a hematologia também avançaram com terapias-alvo, imunoterapia e medicamentos mais modernos, que contribuem para maior precisão e qualidade de vida.
Doação de sangue: um gesto que sustenta tratamentos
Além do tratamento especializado, a disponibilidade de sangue nos hemocentros é essencial. Pacientes oncológicos podem precisar de hemácias, plaquetas e plasma em sessões de quimioterapia, transplantes de medula óssea e outros procedimentos.
O Ministério da Saúde informa que apenas cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente, número abaixo do índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de 3% a 5%. No inverno, os estoques costumam cair ainda mais por causa das temperaturas baixas, do aumento de doenças respiratórias e da menor procura por parte dos doadores.
No dia 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue reforça essa mobilização. A data também ajuda a combater mitos comuns, como a ideia de que doar enfraquece o corpo ou transmite doenças. A doação é segura, rápida e feita com materiais esterilizados e descartáveis.
Para doar, é preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 quilos e apresentar documento oficial com foto. Menores de idade precisam de autorização, e pessoas com gripe ou sintomas infecciosos devem aguardar a recuperação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



