Filmes do Ceará e Alagoas brilham no 15º Olhar de Cinema

Festival Internacional de Curitiba premia "Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha" e "Olhe Para Mim"

O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba anunciou os vencedores de sua edição em uma cerimônia realizada no Auditório Potty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer. Com uma programação que reuniu 80 filmes de diversos países, o festival destacou especialmente produções brasileiras, com os longas “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, do Ceará, e “Olhe Para Mim”, de Alagoas, como os grandes premiados.

O evento consolidou-se como uma das principais vitrines do cinema nacional, valorizando a diversidade e a qualidade das produções brasileiras em suas mostras competitivas, que contemplam categorias como direção, roteiro, atuação, fotografia, som, montagem e direção de arte.

Destaques da Competitiva Brasileira

Na Mostra Competitiva Brasileira, o longa “Olhe Para Mim”, dirigido por Rafhael Barbosa, conquistou três prêmios: Melhor Direção, Melhor Som (Lucas Coelho) e Melhor Direção de Arte (Nina Magalhães). A obra é uma fantasia alegórica que se inspira no imaginário popular às margens do Rio São Francisco, narrando a história de Marcelo, que, dez anos após o desaparecimento de sua mãe durante uma festa religiosa, embarca em uma jornada mística ao lado de dois viajantes misteriosos.

“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, dirigido por Janaína Marques, recebeu o prêmio de Melhor Atuação (elenco) e o Prêmio Olhar de Melhor Filme. O longa acompanha Rosa, que durante um exame de ressonância magnética é convidada a evocar um momento feliz, desencadeando uma odisseia subconsciente onde reencontra sua mãe, Dalva, e cria memórias imaginárias.

Outros vencedores na mostra brasileira incluem “Adulto/Homem”, de Pedro Diógenes, premiado com Melhor Roteiro, e “A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans, que recebeu os prêmios de Melhor Montagem (Affonso Uchoa) e Melhor Fotografia (João Dumans). Este último retrata um grupo de amigos em um distrito minerário do interior do Brasil, lidando com o tédio e a falta de oportunidades.

Premiações internacionais e curtas-metragens

Na Competitiva Internacional, o Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Um Calendário Incompleto”, de Sanaz Sohrabi, uma coprodução entre Canadá, Irã, Turquia, Vanuatu e Venezuela, que parte de um vinil pouco conhecido da década de 1980 para explorar temas políticos e culturais.

O Prêmio Especial do Júri foi concedido a “Bouchra”, animação coproduzida por Itália, Marrocos e Estados Unidos, que acompanha uma coiote marroquina em Nova York e seu relacionamento à distância com a mãe em Casablanca.

Entre os curtas-metragens, “Pirexia”, de Nico da Costa, ganhou o Prêmio Olhar de Melhor Filme, narrando a história de Baby, um rockstar atormentado por uma febre que o impede de compor novas músicas. O Prêmio Especial do Júri foi para “Pinguim de Doce de Leite”, de Ana Vitória Miotto Tahan, que retrata uma noite de memórias em Goiás. O Prêmio do Público foi para “Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?”, de Gustavo Caboco Wapichana, que convida à reflexão sobre o personagem Macunaíma e suas raízes indígenas.

O festival também premiou produções da Mostra Novos Olhares, reforçando sua importância como espaço de descoberta e valorização do cinema contemporâneo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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