Cardiopatia congênita: sinais e diagnóstico precoce

No Dia Nacional de Conscientização, entenda como a condição surge, quais sinais merecem atenção e por que o diagnóstico cedo faz diferença.

No Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, o foco está em uma condição que afeta aproximadamente 1 em cada 100 bebês, sendo uma das malformações mais comuns na infância. No Brasil, estima-se que mais de 21 mil recém-nascidos necessitem de intervenções cirúrgicas para sobreviver, conforme dados do Departamento Científico de Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura ou funcionamento do coração que se desenvolve durante as primeiras semanas da gestação, enquanto o órgão está em formação. Embora a condição esteja presente desde o nascimento, o diagnóstico pode ocorrer logo após o parto ou somente meses ou anos depois, especialmente em casos menos graves ou assintomáticos.

Sinais que merecem atenção

Os sintomas variam conforme o tipo e a gravidade da cardiopatia. Em bebês, os principais sinais incluem:

  • Cansaço durante as mamadas;
  • Dificuldade para ganhar peso;
  • Respiração acelerada;
  • Suor excessivo;
  • Coloração arroxeada da pele ou dos lábios.

Em crianças maiores e adultos, podem surgir falta de ar, cansaço ao esforço, palpitações, tonturas e até desmaios. Algumas cardiopatias podem permanecer sem sintomas por muitos anos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser feito ainda na gestação por meio da ultrassonografia obstétrica e, em casos suspeitos, pelo ecocardiograma fetal. Após o nascimento, exames como o teste do coraçãozinho, eletrocardiograma, radiografia de tórax e ecocardiograma são utilizados para confirmar a condição.

O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da cardiopatia. Em alguns casos, apenas o acompanhamento clínico é necessário; em outros, podem ser indicados medicamentos, procedimentos por cateterismo ou cirurgias cardíacas.

Segundo o médico e professor da pós-graduação em Cardiologia na Afya Goiânia, Dr. Anderson Estevan, a doença não é necessariamente hereditária. “Muitas vezes, a origem é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, maternos, ambientais ou causas que ainda não são completamente conhecidas”, explica.

A importância do acompanhamento contínuo

Mesmo após o tratamento ou correção da cardiopatia, é fundamental manter acompanhamento médico regular, pois algumas condições exigem monitoramento ao longo da vida para avaliar a evolução do coração e prevenir complicações.

Além das consultas, a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, controle da pressão arterial, prática de exercícios orientados e abandono do tabagismo, contribui para a qualidade de vida dos pacientes.

Em suma, a conscientização e o diagnóstico precoce são essenciais para planejar o tratamento adequado, reduzir complicações e garantir melhor qualidade de vida aos portadores de cardiopatia congênita.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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