Por que artistas duvidam do próprio sucesso?
Ilustrador e professor Guilherme Laqua destaca que prosperidade envolve saúde, estudo e gestão de carreira
A relação entre arte e dinheiro ainda é permeada por velhas crenças e inseguranças, como a ideia de que o artista “de verdade” deve sofrer para criar, cobrar pouco ou desconfiar do próprio sucesso. Para Guilherme Bevilaqua, conhecido como Prof. Laqua, ilustrador infantil e professor com 27 anos de carreira, essa mentalidade pode travar carreiras e prejudicar a vida financeira de quem vive da criação.
Com experiência em instituições como PUC-PR e Universidade Positivo, Laqua defende uma visão ampla de prosperidade, que não se resume ao acúmulo financeiro, mas envolve equilíbrio entre diferentes áreas da vida. Segundo ele, “prosperidade tem a ver com as áreas da vida. Elas oscilam. A ideia é ter um certo fluxo de equilíbrio, mas da média para cima, com perspectiva e planos”.
Prosperidade além da conta bancária
No mercado criativo, ainda é comum a crença de que ganhar dinheiro compromete a autenticidade artística. Essa visão pode levar profissionais a aceitar contratos desfavoráveis, evitar negociações, adiar projetos pessoais e subestimar o valor do próprio trabalho.
Laqua ressalta que a arte exige estrutura: o artista não vende apenas uma imagem ou peça visual, mas linguagem, narrativa, sensibilidade e anos de prática condensados em um resultado final. Entender isso é fundamental para valorizar o trabalho e negociar adequadamente.
Corpo, técnica e carreira integrados
Um aspecto pouco discutido é a saúde física do artista. Ilustradores, por exemplo, passam horas desenhando ou trabalhando em mesas digitalizadoras, o que pode causar dores e desgaste postural. Para Laqua, cuidar do corpo é parte essencial da sustentabilidade da carreira.
“O mais importante é fortalecer o corpo. O ilustrador fica muito contraindo trapézio, sente cervical, escápula. Então trabalha, faz exercício físico. Isso também é um fator da prosperidade”, explica.
Além disso, o aprendizado contínuo é fundamental. Laqua destaca que desenvolver novas habilidades amplia as possibilidades criativas e financeiras. Ele cita sua experiência ao estudar marcadores, processo que transformou em um curso: “Destravar novas habilidades também me parece algo próspero. Financeiramente, inclusive, porque agora eu posso vender isso”.
Construindo uma carreira sustentável
Viver de arte não precisa significar precariedade. Organizar finanças, estudar o mercado, cuidar da saúde e negociar melhor podem proporcionar mais liberdade para criar com qualidade e maturidade.
Para quem está começando, a transformação ocorre aos poucos: deixar de tratar o trabalho como favor, buscar referências profissionais e entender que prosperar não diminui a sensibilidade artística. A arte pode continuar humana, crítica e verdadeira, mesmo quando o artista aprende a se sustentar melhor.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



