Bruxismo atinge 40% dos brasileiros e piora com estresse

Hábito de ranger ou apertar os dentes pode ocorrer de dia ou à noite, causando dores e desgaste dentário

O bruxismo, caracterizado pelo hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes, já atinge cerca de 40% da população brasileira, segundo dados recentes, superando a média global estimada em 30% pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse distúrbio pode ocorrer tanto durante o sono quanto em vigília, e costuma se intensificar em períodos de estresse e ansiedade.

Em muitos casos, o problema passa despercebido até que surjam sintomas como dor ou cansaço na mandíbula ao acordar, sensibilidade aumentada a alimentos frios ou quentes, dores de cabeça frequentes e desgaste visível dos dentes. O bruxismo não afeta apenas a estética dental, mas também pode causar microfissuras, fraturas dentárias e lesões nos tecidos moles da boca, como a língua e as bochechas, devido às superfícies irregulares formadas pelos dentes desgastados.

O impacto do estresse na saúde bucal

Um estudo nacional publicado no Brazilian Journal of Pain revelou que 76% dos participantes relataram o início ou agravamento do bruxismo em momentos de maior estresse e nervosismo. A explicação para esse fenômeno está na resposta do corpo ao estresse: a musculatura da mandíbula atua como uma válvula de escape para a tensão acumulada, estimulada pelo sistema nervoso central quando os níveis do hormônio cortisol permanecem elevados.

Essa atividade muscular involuntária gera uma sobrecarga na articulação temporomandibular (ATM), responsável pelos movimentos da mandíbula, resultando em dores faciais, cervicais e enxaquecas crônicas, que muitas vezes são confundidas com outras condições médicas.

Sinais de alerta para o bruxismo

Além do desgaste dentário, o bruxismo pode provocar feridas dolorosas na boca, aftas e inflamações devido ao contato constante com superfícies dentárias pontiagudas. Os principais sinais que merecem atenção incluem:

  • Dor ou cansaço na mandíbula;
  • Sensibilidade aumentada ao frio e ao calor;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Dor cervical;
  • Desgaste visível dos dentes;
  • Feridas na boca.

Prevenção e cuidados recomendados

O tratamento do bruxismo requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo acompanhamento odontológico, controle do estresse e adoção de hábitos preventivos. Para pacientes com sensibilidade dentária ou desgaste do esmalte, recomenda-se o uso de escovas com cerdas ultramacias e produtos específicos que limpem sem aumentar a abrasão dos dentes.

Quando há lesões na mucosa bucal, o uso de ceras protetoras pode ajudar a isolar as áreas pontiagudas dos dentes, permitindo a regeneração dos tecidos moles. Identificar o problema precocemente é fundamental para evitar danos permanentes à estrutura dentária e melhorar a qualidade de vida.

Em um contexto de vida acelerada e estresse constante, prestar atenção aos sinais que a mandíbula transmite pode ser o primeiro passo para cuidar melhor do sorriso e da saúde integral.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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