Inverno eleva risco de doenças respiratórias em crianças

Frentes frias intensificam circulação viral e exigem cuidados redobrados com bebês, alerta especialista e dados da Fiocruz

Com a chegada do inverno e o avanço das frentes frias em diversas regiões do Brasil, cresce a preocupação com a saúde das crianças, que ficam mais vulneráveis a doenças respiratórias. A queda das temperaturas favorece a circulação de vírus como o Influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), este último principal causador da bronquiolite, especialmente em bebês e crianças pequenas.

Além disso, o frio leva as famílias a permanecerem mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão dos agentes infecciosos. Essa combinação torna o período especialmente delicado para o público infantil.

Dados preocupantes sobre doenças respiratórias

Segundo o Boletim InfoGripe, da Fiocruz, o Brasil já contabilizou 51.794 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Dentre os casos positivos para vírus respiratórios, 26,4% foram causados pelo Influenza A e 23,2% pelo VSR. O impacto é mais significativo entre crianças menores de dois anos, que apresentam maior sensibilidade às infecções.

Sinais de alerta para os pais e responsáveis

A fisioterapeuta respiratória pediátrica Carol Xavier explica que as crianças possuem vias aéreas menores e sistema respiratório mais sensível, o que pode levar a sintomas mais intensos e evolução rápida das infecções. Os principais sinais que indicam agravamento incluem:

  • Respiração acelerada;
  • Esforço para respirar;
  • Chiado no peito;
  • Retração das costelas durante a respiração;
  • Cansaço excessivo;
  • Sonolência fora do habitual;
  • Dificuldade para mamar ou se alimentar.

Em caso de dificuldade respiratória ou alimentação inadequada, é fundamental buscar avaliação médica para evitar complicações e internações.

Prevenção é a melhor estratégia

Além da observação dos sintomas, medidas preventivas são essenciais para reduzir os riscos durante o inverno. A vacinação contra a gripe é recomendada, especialmente para crianças dos grupos prioritários. A higienização frequente das mãos, limpeza de superfícies, hidratação adequada e ventilação dos ambientes também ajudam a diminuir a circulação viral.

Evitar a exposição de crianças com sintomas a ambientes coletivos e manter atenção aos sinais de piora são orientações importantes para proteger a saúde infantil.

Carol Xavier reforça que a maioria das doenças respiratórias pode ser tratada adequadamente quando identificada precocemente, e que informação e prevenção são as melhores ferramentas para atravessar o inverno com segurança.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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