IBS e CBS: nota fiscal muda em agosto
A Receita Federal passa a exigir os novos campos a partir de agosto; 45% das notas ainda estão fora do padrão da Reforma Tributária.
A partir de agosto de 2026, a Receita Federal passa a exigir a inclusão dos campos de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais emitidas pelas empresas. Segundo dados da Receita, 45% dos documentos fiscais ainda não estão adequados ao novo padrão estabelecido pela Reforma Tributária.
Essa atualização é obrigatória para diversos tipos de documentos fiscais, incluindo a Nota Fiscal Eletrônica, Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, Nota Fiscal de Serviço Eletrônica e o Conhecimento de Transporte Eletrônico. Empresas que não realizarem as adequações necessárias poderão ser notificadas ainda em 2026, com aplicação de multas previstas para 2027.
Adaptação em caráter informativo
Durante 2026, a exigência funcionará em caráter informativo, sem a cobrança plena dos novos tributos, servindo como um período de testes para empresas, sistemas e administrações tributárias. A Receita Federal tem tratado esse momento como uma fase de ajuste, orientando e incentivando a regularização antes da imposição de penalidades.
O setor de serviços apresenta o maior desafio na adaptação: apenas 3,78% das notas fiscais emitidas nesse segmento já contemplam os novos padrões. Essa dificuldade está relacionada principalmente à lentidão na atualização dos sistemas de emissão das prefeituras municipais.
Importância da preparação imediata
O contabilista Fábio Edelberg, CEO da Navecon, destaca que o risco de postergar a adaptação vai além das multas futuras. “A nota fiscal passa a ter papel central nessa transição. Não é só incluir novos campos. A empresa precisa garantir que a operação esteja classificada corretamente, que o cadastro fiscal esteja ajustado e que o sistema consiga emitir sem inconsistências. Quem deixar isso para depois pode enfrentar retrabalho, falhas na emissão e perda de controle sobre a própria operação”, afirma.
Edelberg reforça que o período até agosto deve ser encarado como uma janela de preparação, com testes e revisões das rotinas fiscais. “Quem entrar em 2027 sem domínio dessas informações vai carregar o problema para dentro da operação e gerar prejuízos para o negócio”, alerta.
Quatro pontos essenciais para a transição
Para facilitar a adaptação, especialistas recomendam atenção especial a quatro frentes:
- Revisar a classificação de todos os produtos e serviços para evitar bloqueios na emissão;
- Simular emissões em ambiente de homologação para identificar falhas;
- Verificar a integração entre o sistema ERP da empresa e a plataforma da Receita Federal;
- Capacitar as equipes financeira e de faturamento para lidar com as novas alíquotas e campos tributários.
Além disso, para prestadores de serviço, é fundamental acompanhar o cronograma de atualização das prefeituras, já que a defasagem tecnológica municipal pode dificultar a adoção do padrão nacional.
Em resumo, a nota fiscal deixa de ser apenas um documento rotineiro e passa a ser um elemento central na adaptação das empresas à Reforma Tributária. A antecipação e o preparo são essenciais para evitar problemas operacionais e financeiros quando as novas regras entrarem em vigor de forma plena.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



