Vacinação infantil: 9 dúvidas que todo pai e mãe tem

OMS alerta para mais de 14 milhões de crianças sem vacinas básicas; especialistas explicam por que manter a caderneta em dia protege o seu filho e a família.

Mais de 14 milhões de crianças no mundo seguem sem vacinação básica, segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O número acende um alerta importante para pais e responsáveis: quando a cobertura vacinal cai, doenças que pareciam controladas, como sarampo, poliomielite e coqueluche, podem voltar a circular.

Para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre imunização infantil, especialistas ouvidos pela reportagem explicam por que a vacinação continua sendo uma das principais formas de proteção na infância — e também dentro de casa.

Por que vacinar se algumas doenças quase sumiram?

Porque elas não desapareceram. De acordo com Maria Isabel de Moraes-Pinto, a vacinação foi justamente o motivo de doenças como sarampo e poliomielite terem ficado mais raras. Quando a adesão diminui, o risco de surtos volta a crescer, como já ocorreu em diferentes países.

Quais vacinas são essenciais nos primeiros anos?

Segundo Maria Isabel, todas as vacinas previstas no calendário infantil são importantes, pois protegem contra doenças diferentes. Entre as mencionadas estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, pneumocócica, meningocócica, rotavírus, tríplice viral, influenza e Covid-19.

Atrasar doses faz diferença?

Faz, sim. Luisa Chebabo explica que cada vacina é programada para ser aplicada em um momento específico do desenvolvimento da criança. Quando há atraso, o organismo fica mais tempo vulnerável a infecções potencialmente graves.

Criança saudável também precisa seguir o calendário?

Sim. As vacinas não são apenas para crianças com doenças ou condições especiais. Elas fazem parte da proteção de rotina de qualquer criança saudável e ajudam a evitar complicações, hospitalizações e até mortes por doenças infecciosas.

Como conferir se a caderneta está em dia?

A recomendação é consultar regularmente a caderneta de vacinação e manter acompanhamento com o pediatra. Se houver atraso, é possível atualizar o esquema vacinal sem precisar reiniciar as doses já aplicadas.

Vacinar só a criança basta?

Não. A proteção é maior quando toda a família também está vacinada. Pais, avós e cuidadores podem transmitir doenças no ambiente doméstico, por isso manter as próprias vacinas em dia também é parte do cuidado.

Os especialistas ainda lembram que cada vacina tem uma faixa etária específica, de acordo com os riscos e a resposta imunológica em cada fase da vida. É por isso que o calendário vacinal precisa ser seguido com atenção — sempre no momento certo, para garantir a melhor proteção possível.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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