Rio Belém vira laboratório vivo em Curitiba

Projeto com IFPR, Embrapa Florestas e alunos do Colégio do Bosque Mananciais une restauração ecológica urbana e ciência cidadã.

Um trecho do Rio Belém, em Curitiba, está ganhando um novo papel: o de laboratório vivo para restauração ecológica urbana e educação científica. O projeto, coordenado pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) e pela Embrapa Florestas, com apoio da Associação de Educação Personalizada (AEP), reúne estudantes, professores e pesquisadores em uma experiência prática de cuidado com o ambiente.

Ciência na margem do rio

A iniciativa acontece em uma área historicamente impactada pela urbanização e vem mostrando os primeiros resultados positivos. As mudas plantadas no final de 2025, no trecho que passa pelo terreno do Colégio do Bosque Mananciais, na Rua Mateus Leme, apresentam crescimento consistente em altura e vigor.

O projeto começou no segundo semestre de 2025 e tem duração prevista de 36 meses. Em vez de usar concretagem para estabilizar as margens, a proposta aposta em soluções baseadas na natureza, com técnicas de engenharia natural para conter o talude e favorecer a recuperação ecológica.

Estudantes participam de todo o processo

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação ativa dos alunos em todas as etapas. As mudas foram plantadas por estudantes de diferentes séries, com professores e colaboradores do projeto, e o acompanhamento inclui atividades de identificação, análise e observação científica.

Segundo o Diretor Geral do Colégio do Bosque Mananciais, Alexandre Velilla Garcia, “O trabalho de campo assume papel central no processo formativo. As mudas foram plantadas por estudantes de diferentes séries, com a participação de professores e colaboradores do projeto. Todo o processo científico é acompanhado pelos alunos, que participam das atividades de identificação e análise em uma abordagem de ciência cidadã que conecta o ensino à produção de conhecimento”.

Fauna, solo e regeneração natural

No primeiro semestre de 2026, o projeto avançou para o monitoramento sistemático de organismos importantes para a regeneração natural, como abelhas nativas sem ferrão, besouros, borboletas, mariposas, aves e pequenos mamíferos. Também entram no radar o solo, a vegetação e as interações ecológicas que ajudam a recuperar a área.

O professor Gledson Bianconi, do IFPR, afirma: “Não estamos apenas observando a natureza; estamos ensinando a coletar dados reais, analisar o solo e a vegetação e compreender as interações ecológicas — como a polinização e a dispersão de sementes realizadas por diferentes grupos da fauna. O objetivo é que os estudantes vejam o Rio Belém não como um problema da cidade, mas como um ecossistema cuja a recuperação eles têm competência técnica para compreender e apoiar”, explica Bianconi.

Modelo que pode inspirar outras cidades

Além de recuperar um trecho do rio, a proposta busca consolidar um modelo replicável de restauração ecológica urbana. A ideia é integrar conservação da biodiversidade, soluções baseadas na natureza e educação científica com participação da comunidade escolar.

Para o diretor executivo da AEP, Roberto Abia Fernández, a iniciativa gera modelos de manejo que podem servir de subsídio para futuras políticas públicas de conservação e gestão de áreas verdes em contextos urbanos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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