Nariz entupido no frio? Saiba diferenciar as causas

Rinite, sinusite, resfriado, gripe e covid-19 podem começar com sintomas parecidos, mas têm sinais e tratamentos diferentes.

Com a chegada do frio, o nariz entupido torna-se uma queixa frequente, mas as causas podem variar bastante. Rinite, sinusite, resfriado, gripe e covid-19 compartilham sintomas como congestão nasal, coriza e tosse, o que pode dificultar a identificação correta sem atenção aos detalhes específicos de cada condição.

Especialistas dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat reforçam que reconhecer as diferenças entre essas doenças é fundamental para garantir o tratamento adequado e evitar complicações, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que já registrou milhares de casos e centenas de mortes no Brasil.

Principais causas do nariz entupido

A otorrinolaringologista Nadine Scariot explica que é comum o paciente atribuir seus sintomas imediatamente à rinite ou sinusite, mas nem todo nariz entupido tem a mesma origem. A rinite afeta a mucosa nasal, provocando coceira, espirros repetidos, olhos lacrimejando e secreção nasal clara, além da sensação de nariz que “tranca e destranca” ao longo do dia.

Por outro lado, a sinusite envolve regiões mais profundas da face, causando congestão mais intensa e persistente, pressão no rosto, sensação de peso na cabeça e redução do olfato. Muitas vezes, a sinusite surge após um resfriado ou uma crise alérgica mal controlada, quando os sintomas pioram em vez de melhorar, com dor facial e acúmulo de secreções.

O resfriado geralmente começa com congestão leve e coriza clara, que pode tornar-se mais espessa conforme o quadro evolui. Já a gripe, causada pelo vírus Influenza, apresenta febre alta súbita, dores musculares intensas e prostração, deixando o paciente bastante debilitado. Na covid-19, a congestão nasal pode ocorrer, mas o sintoma mais característico é a perda súbita do olfato, que pode acontecer mesmo sem nariz entupido.

Esclarecendo mitos sobre o frio e a gripe

Um equívoco comum é atribuir o surgimento da gripe ao frio em si. A médica esclarece que o frio não causa infecções respiratórias diretamente, mas as baixas temperaturas e o ar seco favorecem a irritação das vias aéreas e facilitam a circulação de vírus como o Influenza.

Além disso, a baixa umidade prejudica a hidratação natural da mucosa nasal, reduzindo sua capacidade de filtrar partículas e alérgenos. No inverno, as pessoas também tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, pouco ventilados e com maior exposição a poeira, ácaros e mofo, o que contribui para o aumento dos casos.

Quando buscar atendimento médico

O clínico médico Ricardo Gullit alerta que sinais como falta de ar, febre persistente e piora progressiva do estado geral indicam a necessidade de avaliação médica urgente. Grupos como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias crônicas devem ter atenção redobrada.

Para prevenir crises respiratórias no inverno, recomenda-se manter os ambientes ventilados, trocar roupas de cama regularmente, evitar tapetes e cortinas que acumulam poeira, e realizar lavagem nasal com soro fisiológico para aliviar o desconforto. A vacinação contra gripe, covid-19, pneumonia e outras doenças também é fundamental para reduzir o risco de formas graves e proteger a saúde coletiva.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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